Ervas e especiarias no combate à COVID-19!

Vivemos a pior pandemia dos últimos 100 anos. Segundo dados atualizados da Organização Mundial da Saúde (OMS), até o dia 3 de maio, foram confirmados 3.349.786 casos de COVID-19 no mundo, com um total de 238.628 mortes, desafiando os sistemas de saúde mundiais.

Pelo fato do novo coronavírus ainda não possuir um tratamento específico e vacina é importante utilizar estratégias que fortaleçam o sistema imunológico. E é por isso que a nutrição se torna uma grande aliada, visto que diversos nutrientes são essenciais para garantir seu funcionamento adequado no combate efetivo a diversas infecções por patógenos.

Além disso, alguns compostos bioativos presentes nos alimentos podem agregar benefícios extras nessa defesa, inclusive, contra o novo coronavírus. Um estudo recente, conduzido por Khaerunnisa et al. (2020), demonstrou como algumas substâncias presentes em ervas e especiarias, algumas já descritas na literatura com poder antiviral, também poderiam ser capazes de inativar a protease principal (Mpro) ou protease do tipo quimotripsina (3CLpro) da COVID-19.

A Mpro da COVID-19 é essencial para a maturação proteolítica do vírus e vem sendo examinada como um possível alvo terapêutico para impedir a disseminação da infecção, inibindo a clivagem da poliproteína do vírus e, assim, sua replicação. Medicamentos como nelfinavir e lopinavir são inibidores de protease com alto poder citotóxico contra células infectadas; ritonavir e também o lopinavir são inibidores de protease recomendados para o tratamento da SARS e MERS.

Os autores utilizaram o nelfinavir e lopinavir como padrões de medicamentos para comparação com os compostos bioativos, através de análise utilizando dados computacionais. Foram investigados o kaempferol, a quercetina, a luteolina-7-glucosídeo, adesmetoxicurcumina, a naringenina, apigenina-7-glucosídeo, oleuropeína, curcumina, catequina, epicatequina-galato, zingerol, gingerol e alicina como potenciais candidatos a inibidores da Mpro da COVID-19.

A alta afinidade dos compostos dos medicamentos depende do tipo e da quantidade de ligações que ocorrem com o sítio ativo da proteína do vírus. E, assim, é o que se espera observar em relação aos compostos. E, como resultado do estudo, algumas das substâncias encontradas em plantas tiveram resultados farmacóforos semelhante ao nelfinavir, que é um medicamento que já vem sendo estudado in vitro contra a COVID-19. Ou seja, alguns compostos se ligam ao sítio ativo da proteína viral.

Os pesquisadores concluíram que kaempferol, quercetina, luteolina-7-glucosídeo, apigenina-7- glucosídeo, naringenina, oleuropeína, desmetoxicurcumina, curcumina, catequina e epigalocatequina foram os compostos encontrados em plantas medicinais com maior potencial de inibição da Mpro da COVID-19, que devem ser mais explorados em pesquisas futuras. Veja na tabela a seguir onde encontrar esses compostos para que sejam inclusos na alimentação e, assim, propiciar muito mais do que sabor e saúde.

Compostos Bioativos
Alimentos nos quais são encontrados
– Kaempferol
Endro, repolho, espinafre
– Quercetina
Cebola, endro, maçã, orégano, pimenta (Capsicum annum)
– Luteolina-7-glucosídeo
Azeitona, azeite, carambola, pimenta, cebolinha
– Apigenina-7- glucosídeo
Carambola, gojiberry, salsão, azeitona, azeite
– Naringenina
Frutas cítricas
– Oleuropeína
Azeitona, azeite
– Desmetoxicurcumina e curcumina
Cúrcuma
– Catequina e epigalocatequina
Chá-verde

 

Referências

OMS, Organização Mundial da Saúde. Folha informativa – COVID-19 (doença causada pelo novo coronavírus). Disponível em: <https://www.paho.org/bra/>. Acesso em: 04 maio 2020.

KHAERUNNISA, S. Potential Inhibitor of COVID-19 Main Protease (Mpro) from Several Medicinal Plant Compounds by Molecular Docking Study. Preprint, 2020.

Própolis Verde

Esta época do ano é marcada pelo aumento da prevalência de infecções respiratórias, principalmente devido às alterações de temperatura, à baixa umidade do ar e também aos ambientes menos ventilados, propiciando a proliferação de vírus e bactérias. Assim, usar suplementos para turbinar a imunidade, como a própolis verde, além de uma alimentação equilibrada, propicia melhor saúde e qualidade de vida!

A palavra própolis é derivada do grego pro-, em defesa, e polis-, cidade ou comunidade, isto é, em defesa da comunidade. Ela é uma substância resinosa coletada pelas abelhas nas plantas, sendo utilizada na colmeia para autoproteção contra agressores externos que possam causar algum dano. Existem vários tipos de própolis, variando de acordo com as espécies de vegetação das quais são coletadas.

A própolis verde é coletada do alecrim-do-campo, uma espécie vegetal típica de Minas Gerais, sendo atribuída a diversos benefícios à saúde, principalmente para o sistema imunológico devido à presença exclusiva de dois principais compostos fenólicos: bacarina e artepelina C. Em 2000, Sforcin et al. conduziram uma extensa revisão bibliográfica em que diversos estudos demonstraram a atividade da própolis no sistema imunológico, com ativação de macrófagos, aumento da atividade lítica contra células tumorais e estímulo de anticorpos.

Al-Hariri (2019) também conduziu uma revisão sistemática em que reúne diversos estudos que demonstram a ação imunomoduladora do extrato de própolis verde, podendo ser um potencial tratamento complementar e alternativo no controle de infecções ou outras patologias, promovendo maior eficácia do sistema imunológico.

Por sua vez, Mariano e Hori (2019) demonstram em sua revisão que a própolis ainda desempenha atividade bactericida, principalmente em relação a bactérias Gram-positivas, sendo que alguns estudos apontados pelos autores elegem esse composto das abelhas como alternativa viável para ser utilizada em casos de resistência bacteriana a alguns antibióticos. Outros estudos relatam que ela também pode ter efeito antiviral, sobretudo, em relação ao vírus da herpes simples.

Diante desses estudos a respeito desta substância, seu consumo regular pode promover benefícios integrados para a saúde, portanto, é altamente indicada como aliada no fortalecimento fisiológico.

Referências

ENDO, S. et al. Autophagy inhibition enhances anticancer efficacy of artepillin C, a cinnamic acid derivative in Brazilian green propolis. Biochemical and Biophysical Research Communication, v.497, n. 1, p. 437-443, 2018.

SFORCIN, J.M. et al. Seasonal effect on Brazilian propolis antibacterial activity. Journal of Ethnopharmacology, v. 73, p. 243-249, 2000.

AL-HARIRI, M. Immune’s-boosting agent: Immunomodulation potentials of propolis. Journal of Family and Community Medicine, v. 26, n. 1, p. 57-60, 2019.

MARIANO, M.M.; HORI, J.I. O potencial terapêutico da própolis verde brasileira. e-Revista Facitec, v. 10, n. 1, 2019.

PASUPULETI, V.R. et al. Honey, Propolis, and Royal Jelly: A Comprehensive Review of Their Biological Actions and Health Benefits. Oxidative Medicine and Cellular Longevity, 2017.

Camomila e seus benefícios!

Os cosméticos naturais, que utilizam ingredientes provenientes da natureza, estão tendo uma procura cada vez maior. As plantas são largamente utilizadas nas formulações de cosméticos, principalmente, devido aos seus benefícios para a saúde, textura e integridade da pele, dos cabelos e das unhas. Uma das ervas utilizadas em grande quantidade e há muito tempo (desde a Idade Antiga) é a Chamomilla recutita (Matricaria chamomilla), o nome científico dado à camomila, da qual são usadas suas flores secas em chás, óleos e extratos.

Ela contém uma larga quantidade de compostos bioativos, como sesquiterpenos, flavonoides, cumarinas e poliacetilenos, que são associados a diversas ações. Segundo uma revisão sistemática conduzida por Miraj e Alesaieidi (2016), a camomila tem efeito anti-inflamatório, carminativo, bactericida e propriedades calmantes e ansiolíticas, sendo principalmente utilizada no tratamento da síndrome do intestino irritável, da insônia e das dores gástricas e intestinais.

Outra ação atribuída à camomila, extremamente útil para marcas de cosméticos naturais, é o clareamento de fios capilares. Isso acontece em razão da presença de um princípio ativo chamado apigenina, presente nessa erva. Esse composto flavonoide, de cor amarela, tem capacidade de se complexar com minerais, como cálcio e alumínio. Quando esses complexos são formados, eles têm capacidade de se ligar à queratina, uma proteína que dá estrutura ao fio capilar, não penetrando no núcleo, apenas, revestindo a sua estrutura. Assim, ao incidir a luz solar sobre os fios de cabelo, há um aumento dos reflexos luminosos, pela presença desses complexos, que irão dar a cor amarelada aos fios.

Chamomile Blonde é um spray iluminador da Naiak que é a cara do verão! Foi elaborado a partir do extrato de camomila, propiciando efeito clareador gradual dos fios capilares, ideal para ser usado nos dias ensolarados da estação. Além disso, contém pantenol, um composto com ação hidratante para deixar o cabelo mais macio e sedoso. Um produto 100% natural, livre de parabenos, sulfatos, silicone e amônia, além de ser cruelty free.

 

REFERÊNCIAS

STALLINGS, A.F., LUPO, M.P. Practical Uses of Botanicals in Skin Care. The Journal of Clinical and Aesthetic Dermatology, v.2, n. 1, p. 36-40, 2009.

SINGH, O. et al. Chamomile (Matricaria chamomilla L.): An overview. Pharmacognosy Reviews, v. 5, v. 9, p. 82, 2001. doi:10.4103/0973-7847.79103.

MIRAJ, S.; ALESAEIDI, S. A Systematic Review Study of Therapeutic Effects of Matricaria Recuitta Chamomile (Chamomile). Electronic Physician, v.8, n.9, p. 3024-3031, 2016.

HERBARIUM. Introdução à Fitoterapia: Utilizando Adequadamente as Plantas Medicinais. 2.ed. Colombo: Herbarium. 2011.

Azeite de pequi: saúde que reflete no sabor e no organismo!

O pequi (Caryocar brasiliense, Camb.) é cultivado em todo o território que abrange o Cerrado brasileiro e também no Nordeste do país. De grande valor econômico e cultural, o pequi, consumido regularmente, contribui para a prevenção de doenças degenerativas em razão de seu elevado teor de antioxidantes, vitaminas C e E, carotenoides e polifenóis.

O consumo de pequi em preparações culinárias, bem como na forma de dermocosméticos e nutracêuticos, pode promover benefícios à saúde enfatizados pela ciência. Estudos apontam que o extrato etanólico do fruto possui conteúdo fenólico e atividade antioxidante que ocorrem através de moléculas bioativas. O óleo de pequi, por sua vez, tem sido associado à redução dos processos inflamatórios de doenças crônicas e autoimunes, como, por exemplo, o lúpus.

pequi

Vilela et al. (2009) avaliaram as propriedades anti-inflamatórias do óleo de pequi e de seus efeitos na lipemia pós-prandial e na pressão arterial de atletas masculinos e femininos. Os atletas foram avaliados antes e após uma corrida – realizada sob o mesmo ambiente e sob as mesmas condições de treino ‒, após ingerirem 400mg de cápsulas de óleo de pequi, ao longo de 14 dias. O consumo do óleo de pequi contribuiu para prevenir, não só a inflamação, mas, também, para reduzir o colesterol ruim (LDL), sobretudo, em atletas masculinos e com mais de 45 anos.

Alimentos elaborados a partir de subprodutos do fruto, como o azeite de pequi, também, têm chamado atenção em razão de seus benefícios à saúde. O azeite de pequi possui coloração vermelho-alaranjada devido à elevada quantidade de carotenoides, sobretudo, betacaroteno com ação pró-vitamina A. Muito tem-se explorado a respeito dos benefícios dos carotenoides na prevenção de doenças como câncer e do aparelho circulatório, uma vez que eles podem inibir a oxidação das moléculas de LDL colesterol, evitando sua deposição na parede de vasos e artérias. Quanto aos ácidos graxos, Facioli e Gonçalves (1998) demonstraram que o azeite de pequi se constitui, principalmente, pelos ácidos oleico (ômega-9) e palmítico (ácido graxo saturado), além de pequenas quantidades de ácido esteárico, linoleico, entre outros.

Extraído de forma artesanal, o azeite de pequi pode ser empregado em receitas culinárias, aumentando a densidade nutricional e incorporando mais sabor e aroma nas preparações. Em dissertação de Rodrigues (2011), a autora avaliou os efeitos da substituição do óleo de soja pelo azeite de pequi na formulação da maionese, produto largamente consumido no mundo todo. Os resultados revelaram que a maionese à base de azeite de pequi, de maneira geral, apresentou características compatíveis em relação àquelas presentes na receita à base de óleo de soja. Dessa forma, o uso do azeite de pequi na preparação contribuiu para melhorar a qualidade da receita e pode, ainda, estimular o consumo de betacaroteno na população. A autora ressalta também que, devido à composição de ácidos graxos relativamente simples do azeite de pequi, este pode ser um potencial ingrediente para substituir outros ácidos graxos de chocolates e frituras.

Em vista da qualidade nutricional e sensorial, o azeite de pequi pode melhorar o teor nutricional da dieta, estimular a produção sustentável do pequi no Cerrado brasileiro e conferir às preparações culinárias sabores e aromas diferenciados. O Azeite de Pequi da Naiak não contém conservantes e não passa pelo processo de refinamento, dessa forma, mantendo as propriedades desse poderoso fruto. CLIQUE AQUI e saiba mais!

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REFERÊNCIAS

FACIOLI, N.L.; GONÇALVES, L.A.G. Modificação por via enzimática da composição triglicerídica do óleo de pequi (Caryocar brasiliense, Camb.). Química Nova, v. 21, n. 1, p. 16-9, 1998.

LIMA, A. et al. Composição química e compostos bioativos presentes na polpa e na amêndoa do pequi (Caryocar brasiliense, Camb.). Revista Brasileira de Fruticultura, v. 29, n. 3, p. 695-8, dez. 2007.

MONTALVAO, T.M. et al. Anti-inflammatory Effect of Antioxidant Pequi (Caryocar brasiliense) Oil Capsules and Antioxidant Effect of Vitamin D and Physical Activity on Systemic Lupus Erythematosus Patients. Journal of Rheumatic Diseases and Treatment, v. 2, n. 1, p. 1-7, 2016.

RAMOS, K.M.C. e SOUZA, V.A.B. Características físicas e químico-nutricionais de frutos de pequizeiro (Caryocar coriaceum Wittm.) em populações naturais da região Meio-Norte do Brasil. Revista Brasileira de Fruticultura, v. 33, n. 2, p. 500-8, 2011.

RODRIGUES, Mara Lina. Pequil oil: effect of heating to temperature of frying and use as ingredients in the formulation of mayonnaise. 2011. 94fls. Dissertação (Mestrado em Ciências Agrárias – Agronomia) – Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2011.

RODRIGUES, M. L. et al. Cinética da degradação de carotenoides e da alteração de cor do azeite de pequi submetido ao aquecimento em temperatura de fritura. Ciência Rural, v. 43, n. 8, p. 1509-15, ago. 2013.

RODRIGUES, Mara Lina. Avaliação das características físico-químicas e dos compostos bioativos do azeite de pequi sob diferentes condições de aquecimento. 2017. 144fls. Tese (Doutorado) – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, São Jose do Rio Preto – SP, 2017.

VILELA, A.L.M. et al. Pequi fruit (Caryocar brasiliense Camb.) pulp oil reduces exercise-induced inflammatory markers and blood pressure of male and female runners. Nutrition research, v. 29, n. 12, p. 850-8, 2009.

Magnésio, ácido málico e magnésio dimalato: quais os benefícios à saúde?

Mineral com funções importantes e cujo controle homeostático deve manter-se finamente regulado, o magnésio está presente em quantidades diferentes nos alimentos, sobretudo, em vegetais escuros folhosos, oleaginosas, cereais integrais, frutas e legumes.

Apresenta efeito antiarrítmico, contribui para a manutenção do tônus vascular e da contratilidade, no metabolismo da glicose e na liberação insulínica. Quando em teor reduzido, pode favorecer o estresse oxidativo e o estado pró-inflamatório, promover a disfunção endotelial, potencializar a agregação plaquetária, a hiperglicemia e a resistência à insulina.

No organismo, em torno de 60% a 65% do magnésio encontram-se nos ossos; 26%, nos músculos; e o restante nos tecidos moles. Seu equilíbrio é mantido pelo intestino, pelos ossos e pelos rins, e, no envelhecimento, a quantidade tende a cair gradualmente. Em relação à saúde óssea, é importante para a formação e a manutenção dos ossos e age como antagonista natural do cálcio, isto é, por estar metabolicamente ligado a este, pode atuar tanto em sinergismo quanto em antagonismo.

O magnésio age no metabolismo de carboidratos e proteínas, além de outros componentes como fósforo, zinco, cobre, ferro, chumbo, cádmio, acetilcolina e óxido nítrico, e na ativação da vitamina B1 (tiamina). Especificamente no sistema muscular, participa da transmissão neuroquímica e da excitabilidade do músculo, controlando a atividade elétrica do coração, a contração muscular e a função das células nervosas.

O ácido málico, por sua vez, é um composto orgânico encontrado em frutas como marmelo, uva, maçã e cerejas não maduras, e em verduras como ruibarbo. Parte essencial do ciclo de Krebs tem a função de participar da obtenção do ATP – molécula responsável pela composição e pelo uso de energia no organismo. A literatura tem apontado que a deficiência de ácido málico nos tecidos pode levar à fibromialgia, doença que se caracteriza por fortes dores musculares espalhadas pelo organismo.

A junção entre o magnésio e o ácido málico dá origem ao magnésio dimalato, que possui, em sua composição, duas moléculas de ácido málico ligadas a uma molécula de magnésio. O magnésio dimalato apresenta absorção prolongada e não reage com o suco gástrico. Alguns estudos apontam que a ingestão do magnésio associado ao ácido málico contribui para reduzir dores associadas à fibromialgia, além disso, pesquisas observaram que o ácido málico presente na composição reverta a inibição da glicólise e a produção de energia afetada pela hipóxia, assim, aumentando a geração de energia e minimizando as dores características da fibromialgia. A literatura sugere, ainda, que o ácido málico melhora a força muscular e promove restauração da energia do organismo.

Evidências apontam que o magnésio dimalato pode atenuar dores e espasmos musculares, melhorar a fraqueza muscular e atuar como coadjuvante no tratamento da fibromialgia, quando indicado por profissional especializado. CLIQUE AQUI e saiba mais sobre o Magnésio Dimalato da Naiak!


REFERÊNCIAS

CUNHA, A.R. et al. Efeitos do magnésio sobre a estrutura e função vascular. Revista Hospital Universitário Pedro Ernesto, v. 10, n. 3, jul. 2011.

IBEROQUÍMICA MAGISTRAL. Magnésio Dimalato – Combinação de magnésio com ácido málico. Disponível em: https://www.iberoquimica.com.br/Arquivos/Insumo/LAMINA-164613.pdf. Acessado em 11 out 2018.

MARIONI, A.U. Eficacia del ácido málico 1% en pacientes con xerostomía inducida por fármacos antidepresivos. 2014. 81fls. Tese (Doutorado em Medicina e Saúde Pública) – Universidade de Granada – Granada, Espanha. 2014.

PREMAOR, M.O. et al. Nutrição e saúde óssea: a importância do cálcio, fósforo, magnésio e proteínas. Revista da AMRIGS, v. 60, n. 3, p. 253-63, jul. 2016.

Mix de nutrientes para uma saúde à prova de balas!

Bulletproof coffee ou café à prova de balas consiste em uma bebida elaborada à base de café e fontes lipídicas, como manteiga ou triglicerídeos de cadeia média (TCM), cujo objetivo é oferecer maior resistência corporal, prolongar a sensação de saciedade e estimular o metabolismo.

Bebidas inspiradas no café à prova de balas reúnem ingredientes funcionais e/ou de superalimentos, como café, cacau e especiarias, com a finalidade de incrementar o sabor e a densidade nutritiva da dieta de pessoas adeptas a uma vida saudável, bem como de esportistas e atletas, dessa forma, influenciando seu rendimento físico e mental.

Com diversos compostos estimulantes, a cafeína, principal ativo do café, atua na melhora da performance cognitiva, melhorando o estado de alerta e fornecendo energia. Além disso, otimiza a capacidade de concentração e o desempenho em tarefas, reduzindo o tempo de ação e a sonolência, uma vez que sua ação se desenvolve no sistema nervoso central (SNC). Na prática esportiva, a cafeína vem sendo utilizada como recurso ergogênico, isto é, na melhora do desempenho esportivo e retardo da fadiga muscular. Sugere-se que a cafeína aumenta o desempenho aeróbio nas atividades físicas por meio da redução da utilização do glicogênio muscular reduzindo, consequentemente, a sensação de dor.

Silva et al. (2016) investigaram se a suplementação com cafeína foi capaz de aumentar a produção de força em membros superiores e inferiores de mulheres não treinadas. As participantes que receberam suplementação com 4mg/kg de cafeína antes do exercício e o grupo placebo foram orientadas quanto à realização de um teste de força máxima. Foi visto que a suplementação com cafeína auxiliou no aumento da carga absoluta para o exercício supino reto, bem como atuou como ergogênico eficiente na geração de força.

O cacau, por sua vez, também, exerce efeitos benéficos ao organismo. Rico em flavonoides, contém potentes agentes antioxidantes e anti-inflamatórios que atuam na saúde cardiovascular e cerebral. Em estudo randomizado, cruzado e duplo-cego, Decroix et al. (2018) avaliaram os efeitos no consumo dos flavonóis do cacau, ao longo de sete dias, no estresse oxidativo, na produção de óxido nítrico e na oxigenação tecidual em resposta ao exercício em hipóxia (14,3% O2), normobárica (conteúdo de oxigênio abaixo do normal com manutenção da pressão atmosférica). Ciclistas bem-treinados (n=14) foram submetidos a quatro testes: exercício em normóxia ou hipóxia após o consumo de flavonoides de cacau ou consumo de placebo. Os resultados mostraram que os antioxidantes do cacau exerceram efeitos benéficos na função endotelial e na oxigenação pré-frontal durante o repouso e o exercício de moderada intensidade, tanto em normóxia quanto em hipóxia. Além disso, foi visto que o consumo de flavonoides do cacau inibiu o estresse oxidativo durante o exercício exaustivo em hipóxia.

Os TCM, formados a partir de três ácidos graxos e um glicerol, são absorvidos rapidamente e fornecerem energia prontamente ao organismo, poupando o uso de glicogênio muscular e contribuindo para a redução da fadiga no exercício. O resultado da junção desses ingredientes, além de especiarias como canela e noz-moscada, resulta em uma bebida saborosa e com alta densidade nutritiva, que ajuda a melhorar a performance corporal e cognitiva e fornece energia para encarar as atividades diárias com disposição.

 

 REFERÊNCIAS

 ALVES, R.C. et al. Benefícios do café na saúde: mito ou realidade. Quim. Nova, v. 32, n. 8, p. 2169-80. 2009.

DECROIX, L. et al. One-week CF intake increases prefrontal cortex oxygenation at rest and during moderate-intensity exercise in normoxia and hypoxia. Journal of Applied Physiology, v. 125, n. 1, p. 8-18, jul. 2018.

FERREIRA, A.M.D. et al. A influência da suplementação de triglicerídeos de cadeia média no desempenho em exercícios de ultra-resistência. Rev Bras Med Esporte, v. 9, n. 6, p. 413-9, nov. 2003.

OLIVEIRA, C.S. et al. Efeitos da suplementação de cafeína no desempenho, percepção subjetiva do esforço e percepção de dor durante o treinamento de força: uma revisão. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, v. 11, n. 71, p. 967-72, jan. 2017.

SILVA, V.A, et al. Efeito agudo da ingestão de cafeína no desempenho da força em mulheres destreinadas. ConScientiae Saúde, v. 15, n. 3, p. 414-22. 2016.

SILVESTRE, J. et al. Cafeína e desempenho físico. Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício, v. 17, n. 2, p. 130-7. 2018.

SOKOLOV, A.N. et al. Chocolate and the brain: neurobiological impact of cocoa flavanols on cognition and behavior. Neuroscience & Biobehavioral Reviews, v. 37, n. 10, p. 2445-53, dez. 2013.

Os benefícios da vitamina D e do ômega-3 para a saúde masculina

A saúde masculina, frequentemente, é negligenciada, o que contribui para que os homens se cuidem menos em comparação com as mulheres. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2015), homens brasileiros chegam a viver sete anos a menos que as mulheres, além de apresentarem maior incidência de doenças, sobretudo cardiovasculares.

Entre os principais fatores que colaboram para uma maior morbimortalidade masculina estão a dificuldade em reconhecer as próprias necessidades de cuidado, a existência de políticas públicas voltadas apenas aos grupos mais vulneráveis, como idosos e crianças, além da falsa percepção de infalibilidade vinculada ao adoecimento. Assim, cuidar da saúde desse grupo torna-se um desafio para os profissionais da área e também para a sociedade.

No que diz respeito à alimentação, a literatura tem ressaltado que nutrientes como a vitamina D e o ômega-3 podem auxiliar na prevenção de doenças recorrentes em homens, como obesidade e problemas do coração. Atualmente, sabe-se que o acúmulo de gorduras, sobretudo na região abdominal, está diretamente associado ao risco de infarto. No estudo Health Professionals Follow-up Study (HPFS), os autores avaliaram a relação entre concentrações séricas de calcifediol (25(OH)D) e o risco de doença coronariana em homens entre 40 e 75 anos. De acordo com os resultados, indivíduos que apresentaram deficiência de vitamina D (≤ 15ng/mL ou 37nmol/L) reportaram maior risco de desenvolver doenças cardíacas em comparação àqueles com níveis suficientes (≥ 30ng/mL ou 75nmol/L).

No que diz respeito ao ômega-3, estudos têm demonstrado que esse ácido graxo exerce efeito benéfico na redução da inflamação ocasionada por citocinas pró-inflamatórias, como a interleucina-6 (IL-6) e o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α), que contribuem para a ocorrência de doenças coronárias e o aumento da adiposidade. Levitan et al. (2009) avaliaram os efeitos da suplementação com ômega-3 sob o risco de insuficiência cardíaca, em homens de meia-idade e mais velhos, ainda, observaram que o consumo moderado desse ácido graxo propiciou um benefício cardiovascular a esses indivíduos.

Portanto, a suplementação de vitamina D e ômega-3, quando prescritos por profissional especializado, pode atuar de forma sinergística, prevenindo episódios de doenças crônicas em homens e evitando a mortalidade nesse grupo. CLIQUE AQUI e conheça a Vitamina D em gotas da Naiak, além de todos os benefícios do Naiak Ômega 3 em cápsulas ACESSANDO AQUI!

 

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Blog da Saúde: Homens devem cuidar da saúde para evitar doenças graves. 2015. Disponível em: http://www.blog.saude.gov.br/570-perguntas-e-respostas/34369-homens-devem-cuidar-da-saude-para-evitar-doencas-graves. Acesso em: 13 jun. 2018.

GIOVANNUCCI, E. L. et al. 25-hydroxyvitamin D and risk of myocardial infarction in men: a prospective study. Arch Intern Med., v. 168, n. 11, p. 1174-80, jun. 2008.

KIECOLT-GLASER, J. K. et al. Omega-3 supplementation lowers inflammation in healthy middle-aged and older adults: a randomized controlled trial. Brain, behavior and immunity, v. 26, n. 6, p. 988-995, ago. 2012.

LEVITAN, E. B. et al. Fish consumption, marine omega-3 fatty acids, and incidence of heart failure: a population-based prospective study of middle-aged and elderly men. European Heart Journal, v. 30, n. 12, p. 1495-1500, abr. 2009.

MOURA, E. C. et al. Perfil da situação de saúde do homem no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2012.

SILVA, P. A. S. et al. A saúde do homem na visão dos enfermeiros de uma unidade básica de saúde. Esc Anna Nery Rev Enferm., v. 16, n. 3, p.561-8, jun. 2012.

VIDIGAL, F. C. et al. Índice de massa corporal e circunferência abdominal: associação com fatores de risco cardiovascular. Arq Bras Cardiol., v. 87, n. 6, p. 728-734, jan. 2006.

Os benefícios da suplementação com DHA durante a gestação

A gestação compreende um período de muita vulnerabilidade para a mãe ‒ por conta das grandes transformações em seu corpo ‒ e para o feto ‒ em razão do seu crescimento e desenvolvimento. A demanda de macro e micronutrientes acaba se tornando mais alta a fim de atender às necessidades dessa fase.

O estado nutricional materno está diretamente relacionado com o bem-estar do bebê. Com a diminuição das reservas nutricionais, deficits neurocognitivos, malformações congênitas, prematuridade e ganho de peso e/ou comprimento insuficientes podem ocorrer devido à desnutrição energético-proteica e à deficiência de micronutrientes importantes, como ferro, vitamina A, vitamina B12 e folato. Portanto, a suplementação com micronutrientes, principalmente ferro e ácido fólico, é essencial no período gestacional.

Além disso, os ácidos eicosapentaenoico (EPA) e docosahexaenoico (DHA) também podem fazer parte da suplementação alimentar para a saúde materna e fetal. Segundo a Associação Brasileira de Nutrologia (2014), o consumo de DHA na forma de óleo de peixe é essencial para a formação de todas as membranas celulares do sistema nervoso central. Pode, ainda, contribuir para evitar gestações de alto risco, aumentar o peso do recém-nascido, equilibrar o comprimento e a circunferência encefálica e auxiliar na melhora da imunidade e na resposta do sistema nervoso autônomo. Postula-se que a recomendação do consumo adequada para o alcance desses benefícios seja de 200mg/dia de DHA, desde o início da gravidez. Alguns alimentos, como peixes e sementes, podem fornecer em média 100 a 250mg/dia de ômega-3, cerca de 50 a 100mg de DHA. Entretanto, visto que essa porção não é suficiente para atender à necessidade, torna-se necessária uma complementação com suplementos de qualidade.

Em estudo realizado por Gustafson e colaboradores (2013), a suplementação de gestantes com 600mg/dia de DHA, em torno de quatro semanas de gestação, resultou em recém-nascidos com um sistema nervoso mais flexível e responsivo, conferindo uma vantagem adaptativa ao feto. Além disso, o estudo concluiu que a ingestão materna de DHA modula o comportamento neural do recém-nascido, influenciando diretamente na saúde e no desenvolvimento.

Desse modo, conclui-se que o uso de suplementos nutricionais na gravidez, aliado a uma alimentação balanceada, apresenta benefícios comprovados pela ciência, desde que seja acompanhado por profissionais capacitados para tais indicações.

 

Referências

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Colágeno hidrolisado para a manutenção da saúde da pele, dos cabelos e das unhas

A preocupação quanto à qualidade de vida, ao aumento da longevidade, à vitalidade e beleza está cada vez mais levando o consumidor a buscar produtos que possam melhorar as condições de saúde e favorecer o bem-estar. O processo de envelhecimento é acompanhado da atenuação da síntese de vários componentes essenciais para o organismo, como o colágeno, uma das principais proteínas estruturais do tecido conjuntivo. Sua reposição, por meio de nutracêuticos, é uma importante alternativa para minimizar os impactos do envelhecimento da pele.

O colágeno hidrolisado é constituído de fragmentos curtos de proteína advindos de um processamento enzimático do colágeno nativo. O destaque na diferença em relação ao colágeno nativo é que essas proteínas são solúveis em água e apresentam elevado conteúdo proteico (90%).

Inúmeros estudos constatam a importância do colágeno na reconstituição da pele, dos ossos e dos tecidos cartilaginosos por aumentar a síntese de matriz extracelular. Um estudo clínico duplo-cego avaliou a ingestão diária regular de 2,5g e 5g de colágeno hidrolisado, em mulheres de 35 a 55 anos de idade, por um período de 4 a 8 semanas. Os resultados demonstraram melhora estatisticamente significativa na elasticidade da pele, com as duas dosagens testadas. Outros estudos associam também o uso de doses diárias de 10g de colágeno hidrolisado para a redução de dores articulares e melhora da mobilização de pacientes com osteoartrite e osteoporose.

A combinação do colágeno com vitamina C apresenta ação sinérgica no que diz respeito ao tônus e à firmeza da pele, pois essa vitamina está diretamente ligada à síntese de colágeno pelos fibroblastos. Outros nutrientes também atuam como cofatores dessa síntese, como zinco, que é capaz de auxiliar no equilíbrio hormonal e na síntese de proteínas, incluindo o colágeno. O selênio, considerado um mineral com alto poder antioxidante, também fortalece o sistema imunológico e auxilia na formação proteica. A vitamina D3 está associada à ativação de células tronco nos folículos capilares e na regulação na biologia da pele. Ainda, esta vitamina regula os níveis de cálcio e fosfato no organismo e garante que ossos, pele e unhas estejam fortes e bem nutridos.

Enfim, podemos então afirmar que o colágeno hidrolisado é um nutracêutico composto por aminoácidos que promovem a síntese endógena do colágeno no organismo, sendo eficiente para a saúde da pele, melhora na aparência capilar, fortalecimento das unhas e articulações, incluindo potente efeito benéfico no tratamento de doenças reumatológicas.

Referências:

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Três cuidados estéticos e clínicos para a saúde da mulher

O ciclo de vida feminino é caracterizado por diversas mudanças e requer atenção especial em alguns aspectos para manter a saúde. Isso porque as mulheres atravessam períodos complexos e delicados como a gravidez e a menopausa, e, portanto, os cuidados devem ser redobrados em todas essas fases, sendo a nutrição adequada essencial:

Melhora da estética corporal

Os compostos antioxidantes, com destaque aos polifenóis, betacaroteno, vitaminas A, C e E, zinco, selênio, entre outros, são indispensáveis para a estética em geral. A vitamina C, por exemplo, atua na síntese de colágeno para melhorar a saúde da pele, fortalece o sistema imune, reduz o estresse oxidativo e atua na síntese de gordura. Pode agir em sinergia com as vitaminas A e E e o selênio, potencializando a ação antioxidante corporal. Muitos suplementos na nutrição estética que forneçam esses nutrientes podem ser utilizados no dia a dia, em busca desses resultados.

Redução dos sintomas da menopausa

A menopausa, também conhecida como climatério, é dividida em fases caracterizadas por alterações hormonais e físicas que merecem estratégias nutricionais especializadas. Uma é a fase pós-menopausa, em que as mulheres estão em idade compatível com a menopausa natural, com amenorreia há mais de um ano; e outra é a pré-menopausa, que corresponde ao período em que mulheres, com mais de 40 anos, apresentam sangramento irregular. As alterações hormonais podem comprometer a saúde do tecido ósseo, propiciar a redução da libido e aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Pesquisas mostram que a suplementação com óleo de prímula, extraído, por prensagem a frio, das sementes de Oenothera biennis, apresenta grandes propriedades terapêuticas no controle dos sintomas da menopausa devido à sua composição de ácidos graxos essenciais, principalmente o ômega-6 (ácido gama-linolênico). O óleo de borragem também é capaz de contribuir para minimizar os sintomas nesse período.

Prevenção do envelhecimento precoce

O envelhecimento celular que desencadeia alterações na pele é um incômodo comum entre as mulheres. A partir dos 30 anos, o corpo tende a produzir menos colágeno, impedindo que os fibroblastos recebam informações mecânicas, o que provoca um desequilíbrio entre a produção de colágeno e a ação de enzimas que o degradam. Esse fator resulta em uma pele com aspecto envelhecido, unhas e cabelos frágeis e quebradiços. A suplementação com colágeno hidrolisado contribui para o aumento da elasticidade, firmeza e hidratação da pele, dos cabelos e das unhas, retardando todo o processo de envelhecimento.

REFERÊNCIAS

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