Alimentação no inverno: efeitos dos chás no equilíbrio corporal

O inverno é a estação do ano caracterizada por baixas temperaturas que são capazes de promover alterações comuns no apetite, aumentando a ingestão alimentar. A exposição ao frio promove o gasto de energia, sendo parcialmente mediada pela ativação do tecido adiposo marrom (BAT). Contudo esse aumento promove alterações hormonais e fisiológicas que podem contribuir para o ganho de peso, em função do consumo de alimentos com maior densidade energética. Aspectos como ansiedade e mudanças de humor também influenciam nesse aumento expressivo do apetite. Evidências científicas recomendam a ingestão de chás para a saúde, principalmente, nos dias mais frios. Confira três variedades de chás e os benefícios de seu consumo:

Chá de camomila

A camomila (Matricaria chamomilla L.) é uma erva medicinal nativa do sul e leste da Europa. Ela pertence ao grupo de plantas com uma grande classe de compostos ativos e propriedades essenciais ao equilíbrio de determinadas funções do organismo. Entre os principais fitoquímicos, destacam-se a apigenina, os sesquiterpenos, os flavonoides, as cumarinas e o poliacetileno. Diante de sua qualidade nutricional, o consumo de chá de camomila promove efeitos calmantes, anti-inflamatórios, imunomoduladores e antioxidantes, além de contribuir para o equilíbrio digestivo e do controle glicêmico.

O estresse oxidativo é um fator importante nas complicações do diabetes. Um ensaio clínico controlado e duplo-cego investigou os efeitos do consumo de chá de camomila no controle glicêmico e estado antioxidante em indivíduos com diabetes mellitus tipo 2. A amostra foi composta por 64 indivíduos com diabetes tipo 2, com idades entre 30 e 60 anos. O grupo de intervenção (n=32) consumiu chá de camomila (3g/150ml de água quente) 3 vezes/dia, imediatamente após as refeições, durante 8 semanas. O grupo controle consumiu água no mesmo período de intervenção. As amostras de sangue em jejum, medidas antropométricas e recordatórios dietéticos de 3 dias e 24 horas foram coletados no início e no final do estudo. Nos resultados, o chá de camomila diminuiu significativamente a concentração de hemoglobina glicosilada, os níveis séricos de insulina, a avaliação do modelo homeostático para resistência à insulina e ao malondialdeído sérico, quando comparado ao grupo controle.

Chá de carqueja

A carqueja (Baccharis trimera) é uma planta nativa encontrada em toda a América do Sul. Estudos relatam que esta erva possui atividade antioxidante in vitro, bem como efeitos anti-inflamatórios, antidiabéticos, analgésicos, anti-hepatotóxicos e antimutagênicos. Mais recentemente, Pádua et al. (2014) apontam que o chá de carqueja pode auxiliar na defesa antioxidante, em modelo inflamatório de ratos, induzido por excesso do medicamento paracetamol. Sua atividade antioxidante tem sido relacionada a diversos compostos fenólicos, incluindo os polifenóis da quercetina e da rutina, bem como os ácidos cafeoilquínicos.

Chá de erva-cidreira

A erva-cidreira (Melissa officinalis) tem sido utilizada como modulador do humor e da função cognitiva, com efeitos ansiolíticos comprovados. Um estudo piloto com extrato de erva-cidreira, administrado como uma bebida à base de água, confirmou os efeitos do ácido rosmarínico, principal composto bioativo da erva, na melhora do humor e na função cognitiva. Para isso, foram realizados dois estudos similares, cruzados, controlados com placebo e duplo-cegos, que avaliaram o humor e os efeitos cognitivos de uma preparação com erva-cidreira administrada em dois tipos de bebida.

Em cada estudo, foram mensurados os aspectos de autoavaliação do humor de uma coorte de adultos jovens saudáveis antes e depois de uma estrutura multitarefas. Ambos os tratamentos ativos de erva-cidreira foram associados à melhora do humor e do desempenho cognitivo.

Em razão do sabor amargo desses chás, recomenda-se o uso de adoçantes naturais para contribuir com os efeitos terapêuticos das bebidas. O xilitol é um importante edulcorante que promove dulçor semelhante ao açúcar comum, sem provocar desequilíbrio glicêmico e outros efeitos deletérios da glicose em excesso.

REFERÊNCIAS

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deficient Matricaria chamomilla leaf rosettes. Plant Sci., v. 172, n. 2, p. 393-399, 2007.

PÁDUA, B. C. et al. Baccharis trimera melhora o sistema de defesa antioxidante e inibe a expressão de inos e nadph oxidase em um modelo de inflamação em ratos. Biotecnologia Farmacêutica Atual,v. 14, n. 11, p. 975-984, 2014.

PAIVA, F. et al. Carqueja (Baccharis trimera) Protects against Oxidative Stress and 𝛽-Amyloid-Induced Toxicity in Caenorhabditis elegans. Oxidative Medicine and Cellular Longevity, v. 2015, p. 1-15, 2015.

SINGH, O. et al. Chamomile (Matricaria chamomilla L.): An overview. Pharmacogn Rev., v. 5, n. 9, p. 82-95, jan. 2011.

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ZEMESTANI, M. et al. Chamomile tea improves glycemic indices and antioxidants status in patients with type 2 diabetes mellitus. Nutrition, v. 32, n. 1, p. 66-72, jan. 2016.

Os benefícios da suplementação com DHA durante a gestação

A gestação compreende um período de muita vulnerabilidade para a mãe ‒ por conta das grandes transformações em seu corpo ‒ e para o feto ‒ em razão do seu crescimento e desenvolvimento. A demanda de macro e micronutrientes acaba se tornando mais alta a fim de atender às necessidades dessa fase.

O estado nutricional materno está diretamente relacionado com o bem-estar do bebê. Com a diminuição das reservas nutricionais, deficits neurocognitivos, malformações congênitas, prematuridade e ganho de peso e/ou comprimento insuficientes podem ocorrer devido à desnutrição energético-proteica e à deficiência de micronutrientes importantes, como ferro, vitamina A, vitamina B12 e folato. Portanto, a suplementação com micronutrientes, principalmente ferro e ácido fólico, é essencial no período gestacional.

Além disso, os ácidos eicosapentaenoico (EPA) e docosahexaenoico (DHA) também podem fazer parte da suplementação alimentar para a saúde materna e fetal. Segundo a Associação Brasileira de Nutrologia (2014), o consumo de DHA na forma de óleo de peixe é essencial para a formação de todas as membranas celulares do sistema nervoso central. Pode, ainda, contribuir para evitar gestações de alto risco, aumentar o peso do recém-nascido, equilibrar o comprimento e a circunferência encefálica e auxiliar na melhora da imunidade e na resposta do sistema nervoso autônomo. Postula-se que a recomendação do consumo adequada para o alcance desses benefícios seja de 200mg/dia de DHA, desde o início da gravidez. Alguns alimentos, como peixes e sementes, podem fornecer em média 100 a 250mg/dia de ômega-3, cerca de 50 a 100mg de DHA. Entretanto, visto que essa porção não é suficiente para atender à necessidade, torna-se necessária uma complementação com suplementos de qualidade.

Em estudo realizado por Gustafson e colaboradores (2013), a suplementação de gestantes com 600mg/dia de DHA, em torno de quatro semanas de gestação, resultou em recém-nascidos com um sistema nervoso mais flexível e responsivo, conferindo uma vantagem adaptativa ao feto. Além disso, o estudo concluiu que a ingestão materna de DHA modula o comportamento neural do recém-nascido, influenciando diretamente na saúde e no desenvolvimento.

Desse modo, conclui-se que o uso de suplementos nutricionais na gravidez, aliado a uma alimentação balanceada, apresenta benefícios comprovados pela ciência, desde que seja acompanhado por profissionais capacitados para tais indicações.

 

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NUTROLOGIA. XVIII Congresso Brasileiro de Nutrologia. 2014. Disponível em: <http://abran.org.br/wp/wp-content/uploads/2014/10/2014-Consenso-DHA.pdf>. Acesso em: 29 maio 2018.

GUSTAFSON, K. M. et al. Effects of docosahexaenoic acid supplementation during pregnancy on fetal heart rate and variability: a randomized clinical trial.

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PICCIANO, M. F.; MCGUIRE, M. K. Use of dietary supplements by pregnant and lactating women in North America. Am J Clin Nutr., v. 89, n. 2, p. 663-667, jun. 2009.

SLYWITCH, E. Ômega 3: a gordura importante. In: SLYWITCH, E. Alimentação sem carne. 2 ed. São Paulo: Alaúde Editorial, 2015. cap. 7, p. 157-174.

SOUZA, A. M. A Gestação e a Nutrição. 2010. Disponível em:<http://portaldeperiodicos.unibrasil.com.br/index.php/cadernossaude/article/viewFile/2312/1884>. Acesso em: 29 maio 2018.

UNICEF, Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde Promovendo o aleitamento materno Brasil. Ministério da Saúde. Álbum Seriado. 2ª ed. Brasília: 2007.

ZHANG, Z. et al. Dietary Intakes of EPA and DHA Omega-3 Fatty Acids among US Childbearing-Age and Pregnant Women: An Analysis of NHANES 2001–2014. 2017. Disponível em:<https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5946201/>. Acesso em: 29 maio 2018.

Nutracêuticos voltados à nutrição estética, tendência para o aumento da vitalidade e longevidade

Em razão de a estética estar interligada com a saúde e o bem-estar do indivíduo, a alimentação é um fator essencial para manter o equilíbrio, tendo em vista que, para conseguir um tratamento satisfatório em procedimentos estéticos, o paciente deve adequar sua rotina alimentar. Pesquisas de mercado relatam o aumento da demanda dos consumidores por produtos que potencializam a nutrição e estética como um todo. Em função disso, a busca por nutracêuticos vem destacando-se nos últimos anos e despertando cada vez mais o interesse pelo tema.

O colágeno hidrolisado é caracterizado como o principal tipo de fibra extracelular e a proteína mais abundante no organismo, representando de 25% a 30% de todo o conteúdo proteico corporal. É reconhecido como nutracêutico, onde a combinação dos aminoácidos estimula a síntese dessa proteína nas cartilagens e na matriz extracelular de outros tecidos, como da pele, dos músculos e ossos. Assim, atua na manutenção da saúde da pele, dos cabelos e das unhas.

Diversos estudos demonstram a relevância do colágeno na reconstituição da pele, dos ossos e dos tecidos cartilaginosos, por agir no aumento da síntese de matriz extracelular. Um estudo clínico duplo-cego avaliou a ingestão diária regular de 2,5g e 5g de colágeno hidrolisado, em mulheres de 35 a 55 anos de idade, por um período de 4 a 8 semanas. Os resultados mostraram melhora estatisticamente significativa na elasticidade da pele com as duas dosagens testadas. Outros estudos associam o uso de doses diárias de 10g de colágeno hidrolisado à redução de dores articulares e à melhora da mobilização de pacientes com osteoartrite e osteoporose. O Colágeno em pó oferece uma formulação sem sabor, com 9g de colágeno por porção. O produto permite uso em diversas aplicações, desde bebidas a receitas culinárias, podendo ser consumido quente ou frio. Possui perfil sensorial excelente e é enriquecido com vitamina C, vitamina D3, selênio e zinco quelatos (todos em 100% da IDR) para potencializar a síntese natural do colágeno pelo organismo e contribuir para a saúde de forma geral.

Os peptídeos bioativos de colágeno Verisol® têm-se destacado por sua ação específica na melhora da estética e na prevenção e tratamento do envelhecimento cutâneo. Um estudo duplo-cego e controlado com placebo avaliou a efetividade do peptídeo de colágeno bioativo específico (BCP) com tecnologia VERISOL® sobre a formação de rugas oculares e estimulação da biossíntese de procolágeno I, elastina e fibrilação na pele. A amostra foi composta por 114 mulheres, com idade entre 45 e 65 anos, randomizadas para receber 2,5g de BCP ou placebo, uma vez por dia, durante 8 semanas, sendo 57 indivíduos atribuídos a cada grupo de tratamento. As expressões faciais da pele foram medidas objetivamente em todos os indivíduos, antes de iniciar o tratamento, após 4 e 8 semanas. Um subgrupo foi estabelecido para biópsias no início do tratamento e após 8 semanas de ingestão. A ingestão do BCP utilizado neste estudo promoveu uma redução estatisticamente significativa do volume do enrugamento ocular em comparação ao grupo placebo após 4 e 8 semanas (20%) de ingestão. Foi observado, também, um efeito positivo de longa duração 4 semanas após a última administração do suplemento. Além disso, após 8 semanas, detectou-se um conteúdo significativamente maior de procolágeno I (65%) e elastina (18%) nos voluntários tratados com BCP. Em conclusão, os resultados do estudo demonstram que a ingestão oral de peptídeos de colágeno bioativos (Verisol®) reduziu as rugas da pele e teve efeitos positivos na síntese da matriz dérmica.

A combinação de vitaminas e minerais quelatos em ambos os colágenos otimizam seu resultado por contribuir com ações antioxidantes, formação proteica, equilíbrio hormonal e reconstrução celular da pele, dos cabelos e das unhas. V8M2C Hair, Nails & Skin à base de colágeno hidrolisado Verisol® com mix de vitaminas do complexo B, vitamina C e minerais destinados aos cuidados efetivos dos cabelos, das unhas e da pele. Essa formulação inovadora e desenvolvida especialmente para a saúde dos cabelos e das unhas garante o aporte necessário dos principais componentes proteicos responsáveis pela formação de novos fribroblastos, prolina, hidroxiprolina e glicina.

Desse modo, conclui-se que o uso de nutracêuticos na estética aliado a uma alimentação balanceada, apresenta de fato benefícios comprovados pela ciência.

Referências

 ALVES, Hérick Hebert da Silva et al. Atuação do farmacêutico na saúde estética. In: AMOSTRA CIENTÍFICA DE FARMÁCIA, 10., 2016, Qu. Anais… . Quixadá: Centro Universitário Católico de Quixadá, 2016. p. 1-6.

ANUNCIATO, Talita Pizzo. Nutricosméticos. 2011. 112 f. Tese (Doutorado em Farmácia) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2011.

BELTRAN, Carolina Carvalho et al. Os benefícios do chá verde no metabolismo da gordura corporal. Revista Científica da Fho, Araras, v. 2, n. 1, p.41-49, jan. 2014.

FERREIRA DA SILVA, Tatiane; BARRETTO PENNA, Ana Lúcia. Colágeno: Características químicas e propriedades funcionais. Rev. Inst. Adolfo Lutz (Impr.), São Paulo, v. 71,  n. 3,  2012.

FERNANDES, Ana Mónica Jardim. Investigação clínica com nutracêuticos. 2016. 88 f. Dissertação (Mestrado em Farmácia) – Universidade de Coimbra, Coimbra, 2016.

LIRA, Carlos Rogério Genari et al. Nutracêuticos: aspectos sobre segurança, controle de qualidade e legislação. Revista Brasileira de Farmácia, Rio de Janeiro, v. 1, n. 90, p.45-49, 05 mar. 2009.

HEXSEL, D. et al. Oral supplementation with specific bioactive collagen peptides improves nail growth and reduces symptoms of brittle nails. J Cosmetic Dermatol., v. 16, n. 4, p. 520-526, dec. 2017.

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O eficiente efeito antioxidante do óleo de pequi na saúde do atleta e esportista

Diversas pesquisas têm relatado o crescente aumento de pessoas que buscam ter mais qualidade de vida. Um dos fatores relacionados é a prática de exercício físico, e, nesse sentido, segundo a pesquisa Vigitel 2013 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônica), o percentual de pessoas que praticam atividades físicas durante o tempo livre passou de 30,3% para 33,8% em cinco anos.

 O treinamento físico induz adaptações benéficas ao organismo, mas exercícios extenuantes ou com frequência de treinamento muito elevada aumentam a geração de espécies reativas de oxigênio (ERO), assim, resultando em danos oxidativos no DNA e nos tecidos. Dessa forma, o consumo diário de antioxidantes é de extrema relevância para atletas e esportistas porque essas substâncias atuam contra os danos oxidativos causados por ERO, que, quando aumentados, estão relacionados à indução de câncer, aterosclerose e outras doenças degenerativas.

Evidências científicas apontam a eficácia do óleo de pequi como complemento na alimentação de atletas por sua alta densidade nutritiva. O pequi – Caryocar brasiliense Camb – é um fruto oleaginoso típico do cerrado brasileiro que apresenta alto valor nutricional por ser rico em compostos que desempenham um importante papel na saúde, como antioxidantes, ácidos graxos, vitaminas e minerais. Dentre esses, destacam-se o elevado teor de lipídios, compostos fenólicos e carotenoides totais.

O óleo de pequi é um produto natural obtido a partir da polpa do pequi, por um processo de extração a frio seguido de ultrafiltração, que permite manter suas propriedades nutricionais. Seus carotenoides antioxidantes atuam em equilíbrio e podem auxiliar na prevenção de lesões oxidativas em atletas que sobrecarregam a capacidade dos sistemas antioxidantes endógenos devido à frequência de treinamento elevada e exercício intenso praticado.

Um estudo avaliou os efeitos antioxidantes do óleo de pequi contra os danos oxidativos induzidos pelo exercício em 76 homens e 49 mulheres atletas corredores de rua voluntários. Foi realizada coleta de sangue, antes e após a corrida, ao ar livre, em terreno plano, e, nesse período, foi oferecido 400mg de óleo de pequi em cápsulas por 14 dias. Ainda, foram investigados os polimorfismos dos genes Mn – SOD – (Val9Ala), CAT (21A-T), GPX1 (Pro198Leu) e Hp para garantir a não interferência no resultado. Dos resultados do estudo, foi demonstrada a redução significativa da anisocitose, o que revela o eficiente efeito protetor do óleo de pequi em reduzir a inflamação provocada pelo exercício agudo.

Assim, concluiu-se, por meio de evidências, que o consumo do óleo de pequi é uma alternativa eficiente para manutenção da homeostase do corpo contra os desequilíbrios fisiológicos causados pelo intenso esforço físico.

 

REFERÊNCIAS

 CARDOSO, L. M. et al. Características químicas e compostos bioativos de pequi frutas cozidas ( Caryocar brasiliense Camb.) Da Savana Brasileira. Frutas. v. 68, n. 1, p. 3-14, 2013.

LIMA, A. et al. Composição química e compostos bioativos presentes na polpa e na amêndoa do pequi (Caryocar brasiliense, Camb.). Rev. Bras. Frutic., Jaboticabal, v. 29, n. 3, p. 695-698, 2007.

GRISOLIA, C. Propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e fitoterápicas do óleo e do extrato da polpa do pequi (Caryocar brasiliense). Revista Brasileira de Nutrição Funcional, Ano 17. Edição 69.

VILELA. A. L. M. Avaliação dos efeitos antigenotóxicos, antioxidantes e farmacológicos de extratos da polpa do fruto do pequi (Caryocar brasiliense CAMB). 2009. Dissertação (Pós-graduação em Biologia) – Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília, Brasília.

STULTS-KOLHMAINEN, M.; SINHA, R. The effects of stress on physical activity and exercise. Sports Med., v. 44, n. 1, p. 81-121, Jan. 2014.

BRASIL. Ministério da Saúde. Vigilância de Fatores de Risco E Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – VIGITEL. Disponível em: <https://biavati.files.wordpress.com/2014/05/vigitel-2013.pdf>. Acesso em: 19 fev. 2018.

Xilitol, uma alternativa natural para adoçar!

Os malefícios do consumo de açúcar para a saúde continuam a ser um assunto extremamente discutido nos estudos científicos e na prática clínica. O sedentarismo, associado às dietas desequilibradas, traz o resultado observado em grande parte dos pacientes que buscam atendimento nutricional: excesso de peso e alterações no metabolismo. Diante disso, é preciso que se procurem alternativas para reduzir o hábito de consumo frequente de açúcar a partir da sua substituição por opções mais saudáveis e naturais.

 

Os polióis integram um grupo de carboidratos de digestão lenta, derivados do açúcar naturalmente presente nas plantas. São utilizados em substituição ao açúcar e seus benefícios são as principais vantagens da troca, por não serem cariogênicos, apresentarem baixo índice glicêmico, valor calórico reduzido com dulçor equiparado ao da sacarose. O xilitol é um adoçante natural, da família do polióis, que pode ser usado por pessoas com alteração glicêmica, diabéticos e, também, por aqueles que buscam perder peso ou que possuem outras desordens metabólicas influenciadas negativamente pelo alto índice glicêmico dos alimentos. É um ingrediente que revela baixo impacto sobre a glicemia, mantendo os níveis de insulina e glicose estáveis no sangue, além de evitar estoques indesejados desta nas células e contribuir para a sensação de saciedade.

 

O xilitol não depende de insulina para ser metabolizado, sendo bem tolerado por indivíduos que necessitam de controle nos níveis de glicemia. Sua absorção intestinal ocorre lentamente por difusão passiva e seu metabolismo é realizado majoritariamente no fígado, onde é rapidamente transformado em substrato energético, e liberado gradualmente na corrente sanguínea. Esses processos de absorção e metabolismo, bem como seus benefícios à saúde bucal e alta estabilidade térmica, são os principais diferenciais deste ingrediente.

 

O xilitol é considerado um importante aliado à saúde de atletas que necessitam da redução da quantidade de carboidratos pré-competição e daqueles que precisam controlar o índice glicêmico da dieta. Diversos estudos sugerem, ainda, que o xilitol propicie benefícios à saúde bucal, pois é capaz de reduzir a incidência de cáries por estabilização dos íons cálcio e fosfato na saliva e por sua ação antimicrobiana comprovada, além de promover remineralização dentária, estabilização das cáries já formadas e estimular o fluxo salivar, o que auxilia no controle do pH e combate a cáries.

 

Pode ser utilizado normalmente em substituição ao açúcar convencional em diversas receitas, promovendo sabor adocicado extremamente agradável, sem as calorias e picos glicêmicos da sacarose.

 

REFERÊNCIAS

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MUSSATTO, S. I.; ROBERTO, I. C. Xilitol: Edulcorante com efeitos benéficos para a saúde humana. Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences, v. 38, n. 4, p. 401-413, 2002.

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