Azeite de pequi: saúde que reflete no sabor e no organismo!

O pequi (Caryocar brasiliense, Camb.) é cultivado em todo o território que abrange o Cerrado brasileiro e também no Nordeste do país. De grande valor econômico e cultural, o pequi, consumido regularmente, contribui para a prevenção de doenças degenerativas em razão de seu elevado teor de antioxidantes, vitaminas C e E, carotenoides e polifenóis.

O consumo de pequi em preparações culinárias, bem como na forma de dermocosméticos e nutracêuticos, pode promover benefícios à saúde enfatizados pela ciência. Estudos apontam que o extrato etanólico do fruto possui conteúdo fenólico e atividade antioxidante que ocorrem através de moléculas bioativas. O óleo de pequi, por sua vez, tem sido associado à redução dos processos inflamatórios de doenças crônicas e autoimunes, como, por exemplo, o lúpus.

pequi

Vilela et al. (2009) avaliaram as propriedades anti-inflamatórias do óleo de pequi e de seus efeitos na lipemia pós-prandial e na pressão arterial de atletas masculinos e femininos. Os atletas foram avaliados antes e após uma corrida – realizada sob o mesmo ambiente e sob as mesmas condições de treino ‒, após ingerirem 400mg de cápsulas de óleo de pequi, ao longo de 14 dias. O consumo do óleo de pequi contribuiu para prevenir, não só a inflamação, mas, também, para reduzir o colesterol ruim (LDL), sobretudo, em atletas masculinos e com mais de 45 anos.

Alimentos elaborados a partir de subprodutos do fruto, como o azeite de pequi, também, têm chamado atenção em razão de seus benefícios à saúde. O azeite de pequi possui coloração vermelho-alaranjada devido à elevada quantidade de carotenoides, sobretudo, betacaroteno com ação pró-vitamina A. Muito tem-se explorado a respeito dos benefícios dos carotenoides na prevenção de doenças como câncer e do aparelho circulatório, uma vez que eles podem inibir a oxidação das moléculas de LDL colesterol, evitando sua deposição na parede de vasos e artérias. Quanto aos ácidos graxos, Facioli e Gonçalves (1998) demonstraram que o azeite de pequi se constitui, principalmente, pelos ácidos oleico (ômega-9) e palmítico (ácido graxo saturado), além de pequenas quantidades de ácido esteárico, linoleico, entre outros.

Extraído de forma artesanal, o azeite de pequi pode ser empregado em receitas culinárias, aumentando a densidade nutricional e incorporando mais sabor e aroma nas preparações. Em dissertação de Rodrigues (2011), a autora avaliou os efeitos da substituição do óleo de soja pelo azeite de pequi na formulação da maionese, produto largamente consumido no mundo todo. Os resultados revelaram que a maionese à base de azeite de pequi, de maneira geral, apresentou características compatíveis em relação àquelas presentes na receita à base de óleo de soja. Dessa forma, o uso do azeite de pequi na preparação contribuiu para melhorar a qualidade da receita e pode, ainda, estimular o consumo de betacaroteno na população. A autora ressalta também que, devido à composição de ácidos graxos relativamente simples do azeite de pequi, este pode ser um potencial ingrediente para substituir outros ácidos graxos de chocolates e frituras.

Em vista da qualidade nutricional e sensorial, o azeite de pequi pode melhorar o teor nutricional da dieta, estimular a produção sustentável do pequi no Cerrado brasileiro e conferir às preparações culinárias sabores e aromas diferenciados. O Azeite de Pequi da Naiak não contém conservantes e não passa pelo processo de refinamento, dessa forma, mantendo as propriedades desse poderoso fruto. CLIQUE AQUI e saiba mais!

Tags: azeite de pequi, pequi, densidade nutricional, cerrado, receitas, vitamina E, óleo de pequi, carotenoides, antioxidantes, compostos bioativos.

REFERÊNCIAS

FACIOLI, N.L.; GONÇALVES, L.A.G. Modificação por via enzimática da composição triglicerídica do óleo de pequi (Caryocar brasiliense, Camb.). Química Nova, v. 21, n. 1, p. 16-9, 1998.

LIMA, A. et al. Composição química e compostos bioativos presentes na polpa e na amêndoa do pequi (Caryocar brasiliense, Camb.). Revista Brasileira de Fruticultura, v. 29, n. 3, p. 695-8, dez. 2007.

MONTALVAO, T.M. et al. Anti-inflammatory Effect of Antioxidant Pequi (Caryocar brasiliense) Oil Capsules and Antioxidant Effect of Vitamin D and Physical Activity on Systemic Lupus Erythematosus Patients. Journal of Rheumatic Diseases and Treatment, v. 2, n. 1, p. 1-7, 2016.

RAMOS, K.M.C. e SOUZA, V.A.B. Características físicas e químico-nutricionais de frutos de pequizeiro (Caryocar coriaceum Wittm.) em populações naturais da região Meio-Norte do Brasil. Revista Brasileira de Fruticultura, v. 33, n. 2, p. 500-8, 2011.

RODRIGUES, Mara Lina. Pequil oil: effect of heating to temperature of frying and use as ingredients in the formulation of mayonnaise. 2011. 94fls. Dissertação (Mestrado em Ciências Agrárias – Agronomia) – Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2011.

RODRIGUES, M. L. et al. Cinética da degradação de carotenoides e da alteração de cor do azeite de pequi submetido ao aquecimento em temperatura de fritura. Ciência Rural, v. 43, n. 8, p. 1509-15, ago. 2013.

RODRIGUES, Mara Lina. Avaliação das características físico-químicas e dos compostos bioativos do azeite de pequi sob diferentes condições de aquecimento. 2017. 144fls. Tese (Doutorado) – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, São Jose do Rio Preto – SP, 2017.

VILELA, A.L.M. et al. Pequi fruit (Caryocar brasiliense Camb.) pulp oil reduces exercise-induced inflammatory markers and blood pressure of male and female runners. Nutrition research, v. 29, n. 12, p. 850-8, 2009.

Sol, vitamina D e prevenção de doenças

Hormônio em evidência na atualidade, a vitamina D ou calcitriol contribui para a absorção do cálcio, atua no metabolismo ósseo, além de interagir com o sistema imune e outros órgãos como cérebro, coração e rins.

Disponível em duas formas diferentes, a vitamina D2 ou ergocalciferol pode ser obtida de fontes alimentares ou mediante a suplementação; já a vitamina D3 ou colecalciferol é sintetizada por meio da exposição aos raios solares, além de estar presente em alimentos contendo óleo de peixe, fortificados com a vitamina ou em suplementos orais. Embora importante ao organismo, a deficiência de vitamina D tem alcançado cada vez mais pessoas devido a fatores como baixo consumo de alimentos-fonte, uso de medicamentos que interferem em sua absorção, o envelhecimento, a menor exposição solar e o uso de bloqueadores solares.

Contrariamente ao senso comum, tomar Sol é importante para o desenvolvimento e a saúde do organismo. É através de seus raios que a síntese de vitamina D se torna possível, bem como a absorção e fixação do cálcio e a manutenção da tonicidade muscular. Cerca de 90% da vitamina D adquirida pelo corpo é obtida do Sol e os 10% restantes da alimentação. Os suplementos, por sua vez, são indicados aos indivíduos cujas quantidades séricas encontram-se abaixo dos 20ng/mL, condição classificada como hipovitaminose D. A deficiência de vitamina D pode predispor o organismo a uma série de doenças como osteoporose, osteomalácia, artrite reumatoide e doenças de caráter autoimune.

Em estudo de revisão, Kratz et al. (2018) apontaram que a maioria dos estudos encontrou relações entre a deficiência de vitamina D e doenças crônicas como lúpus e problemas cardiovasculares, além dela atuar na modulação de células do sistema imune e de respostas metabólicas. Foram observadas, ainda, altas taxas de cânceres em pacientes cujo nível de vitamina D estivesse abaixo do recomendado. Como medidas preventivas, os autores enfatizaram a necessidade da luz solar na produção desse hormônio, bem como da alimentação e da suplementação complementar como coadjuvante na prevenção de doenças crônicas.

Em dissertação de Câmara (2018), a autora observou que pacientes com nível insuficiente ou deficiente em vitamina D apresentaram maior propensão ao desenvolvimento de cânceres, doenças do trato urinário, do fígado e da bile, além de hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia. Além disso, a pesquisa apontou que, nos países com elevada exposição solar anual, seus cidadãos apresentaram menor taxa de mortalidade por esclerose múltipla e câncer.

Assim, a vitamina D é um hormônio importante ao organismo e sua deficiência favorece o aumento de doenças crônicas e autoimunes. Medidas de prevenção, recomendadas por especialistas, incluem a exposição solar e cuidados com a alimentação, além da suplementação em casos específicos. CLIQUE AQUI e saiba mais sobre a Vitamina D da Naiak!

REFERÊNCIAS

ANDRADE, P.C.O. et al. Alimentação, fotoexposição e suplementação: influência nos níveis séricos de vitamina D. Rev Med Minas Gerais, v. 25, n. 3, p. 432-7. 2015.

CÂMARA, A.B. Estudo da associação entre a deficiência da vitamina D, doenças relacionadas e o estresse oxidativo celular. 2018. 81 fls. Dissertação (Mestrado em Ciências Biológicas) – Centro de Biociências, Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 2018.

KRATZ, D.B. et al. Deficiência de vitamina D (250H) e seu impacto na qualidade de vida: uma revisão de literatura. RBAC, v. 50, n. 2, p. 118-23. 2018.

 SANTOS, C.S.; HOBMEIR, A.K.T. Protetor solar: um aliado na prevenção de efeitos causados pelos raios nocivos do sol. Sobre Tudo, v. 8, n. 1. 2017.

Naiak apresenta suas novidades no maior congresso de nutrição esportiva (NE2018)

A Naiak foi uma das expositoras do 7º Meeting Brasileiro de Nutrição Esportiva (NE 2018), realizado em outubro, em São Paulo (SP). Na ocasião, a empresa levou seus produtos mais recentes e mostrou seu conceito de beleza da vitalidade para nutricionistas e profissionais da saúde de vários lugares do país.

Confira, a seguir, a entrevista concedida pela Romy Gaya, diretora da Naiak, sobre um dos lançamentos da empresa: o Boost Up Coffee.

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=JK45ZnxAiK0&feature=youtu.be

Nutracêuticos voltados à nutrição estética, tendência para o aumento da vitalidade e longevidade

Em razão de a estética estar interligada com a saúde e o bem-estar do indivíduo, a alimentação é um fator essencial para manter o equilíbrio, tendo em vista que, para conseguir um tratamento satisfatório em procedimentos estéticos, o paciente deve adequar sua rotina alimentar. Pesquisas de mercado relatam o aumento da demanda dos consumidores por produtos que potencializam a nutrição e estética como um todo. Em função disso, a busca por nutracêuticos vem destacando-se nos últimos anos e despertando cada vez mais o interesse pelo tema.

O colágeno hidrolisado é caracterizado como o principal tipo de fibra extracelular e a proteína mais abundante no organismo, representando de 25% a 30% de todo o conteúdo proteico corporal. É reconhecido como nutracêutico, onde a combinação dos aminoácidos estimula a síntese dessa proteína nas cartilagens e na matriz extracelular de outros tecidos, como da pele, dos músculos e ossos. Assim, atua na manutenção da saúde da pele, dos cabelos e das unhas.

Diversos estudos demonstram a relevância do colágeno na reconstituição da pele, dos ossos e dos tecidos cartilaginosos, por agir no aumento da síntese de matriz extracelular. Um estudo clínico duplo-cego avaliou a ingestão diária regular de 2,5g e 5g de colágeno hidrolisado, em mulheres de 35 a 55 anos de idade, por um período de 4 a 8 semanas. Os resultados mostraram melhora estatisticamente significativa na elasticidade da pele com as duas dosagens testadas. Outros estudos associam o uso de doses diárias de 10g de colágeno hidrolisado à redução de dores articulares e à melhora da mobilização de pacientes com osteoartrite e osteoporose. O Colágeno em pó oferece uma formulação sem sabor, com 9g de colágeno por porção. O produto permite uso em diversas aplicações, desde bebidas a receitas culinárias, podendo ser consumido quente ou frio. Possui perfil sensorial excelente e é enriquecido com vitamina C, vitamina D3, selênio e zinco quelatos (todos em 100% da IDR) para potencializar a síntese natural do colágeno pelo organismo e contribuir para a saúde de forma geral.

Os peptídeos bioativos de colágeno Verisol® têm-se destacado por sua ação específica na melhora da estética e na prevenção e tratamento do envelhecimento cutâneo. Um estudo duplo-cego e controlado com placebo avaliou a efetividade do peptídeo de colágeno bioativo específico (BCP) com tecnologia VERISOL® sobre a formação de rugas oculares e estimulação da biossíntese de procolágeno I, elastina e fibrilação na pele. A amostra foi composta por 114 mulheres, com idade entre 45 e 65 anos, randomizadas para receber 2,5g de BCP ou placebo, uma vez por dia, durante 8 semanas, sendo 57 indivíduos atribuídos a cada grupo de tratamento. As expressões faciais da pele foram medidas objetivamente em todos os indivíduos, antes de iniciar o tratamento, após 4 e 8 semanas. Um subgrupo foi estabelecido para biópsias no início do tratamento e após 8 semanas de ingestão. A ingestão do BCP utilizado neste estudo promoveu uma redução estatisticamente significativa do volume do enrugamento ocular em comparação ao grupo placebo após 4 e 8 semanas (20%) de ingestão. Foi observado, também, um efeito positivo de longa duração 4 semanas após a última administração do suplemento. Além disso, após 8 semanas, detectou-se um conteúdo significativamente maior de procolágeno I (65%) e elastina (18%) nos voluntários tratados com BCP. Em conclusão, os resultados do estudo demonstram que a ingestão oral de peptídeos de colágeno bioativos (Verisol®) reduziu as rugas da pele e teve efeitos positivos na síntese da matriz dérmica.

A combinação de vitaminas e minerais quelatos em ambos os colágenos otimizam seu resultado por contribuir com ações antioxidantes, formação proteica, equilíbrio hormonal e reconstrução celular da pele, dos cabelos e das unhas. V8M2C Hair, Nails & Skin à base de colágeno hidrolisado Verisol® com mix de vitaminas do complexo B, vitamina C e minerais destinados aos cuidados efetivos dos cabelos, das unhas e da pele. Essa formulação inovadora e desenvolvida especialmente para a saúde dos cabelos e das unhas garante o aporte necessário dos principais componentes proteicos responsáveis pela formação de novos fribroblastos, prolina, hidroxiprolina e glicina.

Desse modo, conclui-se que o uso de nutracêuticos na estética aliado a uma alimentação balanceada, apresenta de fato benefícios comprovados pela ciência.

Referências

 ALVES, Hérick Hebert da Silva et al. Atuação do farmacêutico na saúde estética. In: AMOSTRA CIENTÍFICA DE FARMÁCIA, 10., 2016, Qu. Anais… . Quixadá: Centro Universitário Católico de Quixadá, 2016. p. 1-6.

ANUNCIATO, Talita Pizzo. Nutricosméticos. 2011. 112 f. Tese (Doutorado em Farmácia) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2011.

BELTRAN, Carolina Carvalho et al. Os benefícios do chá verde no metabolismo da gordura corporal. Revista Científica da Fho, Araras, v. 2, n. 1, p.41-49, jan. 2014.

FERREIRA DA SILVA, Tatiane; BARRETTO PENNA, Ana Lúcia. Colágeno: Características químicas e propriedades funcionais. Rev. Inst. Adolfo Lutz (Impr.), São Paulo, v. 71,  n. 3,  2012.

FERNANDES, Ana Mónica Jardim. Investigação clínica com nutracêuticos. 2016. 88 f. Dissertação (Mestrado em Farmácia) – Universidade de Coimbra, Coimbra, 2016.

LIRA, Carlos Rogério Genari et al. Nutracêuticos: aspectos sobre segurança, controle de qualidade e legislação. Revista Brasileira de Farmácia, Rio de Janeiro, v. 1, n. 90, p.45-49, 05 mar. 2009.

HEXSEL, D. et al. Oral supplementation with specific bioactive collagen peptides improves nail growth and reduces symptoms of brittle nails. J Cosmetic Dermatol., v. 16, n. 4, p. 520-526, dec. 2017.

PROKSCH, E. et al. Oral intake of specific bioactive collagen peptides reduces skin wrinkles and increases dermal matrix synthesis. Skin Pharmacol Physiol., v. 27, n. 3, p. 113-9, dec. 2014.