Mix de nutrientes para uma saúde à prova de balas!

Bulletproof coffee ou café à prova de balas consiste em uma bebida elaborada à base de café e fontes lipídicas, como manteiga ou triglicerídeos de cadeia média (TCM), cujo objetivo é oferecer maior resistência corporal, prolongar a sensação de saciedade e estimular o metabolismo.

Bebidas inspiradas no café à prova de balas reúnem ingredientes funcionais e/ou de superalimentos, como café, cacau e especiarias, com a finalidade de incrementar o sabor e a densidade nutritiva da dieta de pessoas adeptas a uma vida saudável, bem como de esportistas e atletas, dessa forma, influenciando seu rendimento físico e mental.

Com diversos compostos estimulantes, a cafeína, principal ativo do café, atua na melhora da performance cognitiva, melhorando o estado de alerta e fornecendo energia. Além disso, otimiza a capacidade de concentração e o desempenho em tarefas, reduzindo o tempo de ação e a sonolência, uma vez que sua ação se desenvolve no sistema nervoso central (SNC). Na prática esportiva, a cafeína vem sendo utilizada como recurso ergogênico, isto é, na melhora do desempenho esportivo e retardo da fadiga muscular. Sugere-se que a cafeína aumenta o desempenho aeróbio nas atividades físicas por meio da redução da utilização do glicogênio muscular reduzindo, consequentemente, a sensação de dor.

Silva et al. (2016) investigaram se a suplementação com cafeína foi capaz de aumentar a produção de força em membros superiores e inferiores de mulheres não treinadas. As participantes que receberam suplementação com 4mg/kg de cafeína antes do exercício e o grupo placebo foram orientadas quanto à realização de um teste de força máxima. Foi visto que a suplementação com cafeína auxiliou no aumento da carga absoluta para o exercício supino reto, bem como atuou como ergogênico eficiente na geração de força.

O cacau, por sua vez, também, exerce efeitos benéficos ao organismo. Rico em flavonoides, contém potentes agentes antioxidantes e anti-inflamatórios que atuam na saúde cardiovascular e cerebral. Em estudo randomizado, cruzado e duplo-cego, Decroix et al. (2018) avaliaram os efeitos no consumo dos flavonóis do cacau, ao longo de sete dias, no estresse oxidativo, na produção de óxido nítrico e na oxigenação tecidual em resposta ao exercício em hipóxia (14,3% O2), normobárica (conteúdo de oxigênio abaixo do normal com manutenção da pressão atmosférica). Ciclistas bem-treinados (n=14) foram submetidos a quatro testes: exercício em normóxia ou hipóxia após o consumo de flavonoides de cacau ou consumo de placebo. Os resultados mostraram que os antioxidantes do cacau exerceram efeitos benéficos na função endotelial e na oxigenação pré-frontal durante o repouso e o exercício de moderada intensidade, tanto em normóxia quanto em hipóxia. Além disso, foi visto que o consumo de flavonoides do cacau inibiu o estresse oxidativo durante o exercício exaustivo em hipóxia.

Os TCM, formados a partir de três ácidos graxos e um glicerol, são absorvidos rapidamente e fornecerem energia prontamente ao organismo, poupando o uso de glicogênio muscular e contribuindo para a redução da fadiga no exercício. O resultado da junção desses ingredientes, além de especiarias como canela e noz-moscada, resulta em uma bebida saborosa e com alta densidade nutritiva, que ajuda a melhorar a performance corporal e cognitiva e fornece energia para encarar as atividades diárias com disposição.

 

 REFERÊNCIAS

 ALVES, R.C. et al. Benefícios do café na saúde: mito ou realidade. Quim. Nova, v. 32, n. 8, p. 2169-80. 2009.

DECROIX, L. et al. One-week CF intake increases prefrontal cortex oxygenation at rest and during moderate-intensity exercise in normoxia and hypoxia. Journal of Applied Physiology, v. 125, n. 1, p. 8-18, jul. 2018.

FERREIRA, A.M.D. et al. A influência da suplementação de triglicerídeos de cadeia média no desempenho em exercícios de ultra-resistência. Rev Bras Med Esporte, v. 9, n. 6, p. 413-9, nov. 2003.

OLIVEIRA, C.S. et al. Efeitos da suplementação de cafeína no desempenho, percepção subjetiva do esforço e percepção de dor durante o treinamento de força: uma revisão. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, v. 11, n. 71, p. 967-72, jan. 2017.

SILVA, V.A, et al. Efeito agudo da ingestão de cafeína no desempenho da força em mulheres destreinadas. ConScientiae Saúde, v. 15, n. 3, p. 414-22. 2016.

SILVESTRE, J. et al. Cafeína e desempenho físico. Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício, v. 17, n. 2, p. 130-7. 2018.

SOKOLOV, A.N. et al. Chocolate and the brain: neurobiological impact of cocoa flavanols on cognition and behavior. Neuroscience & Biobehavioral Reviews, v. 37, n. 10, p. 2445-53, dez. 2013.

Os benefícios da vitamina D e do ômega-3 para a saúde masculina

A saúde masculina, frequentemente, é negligenciada, o que contribui para que os homens se cuidem menos em comparação com as mulheres. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2015), homens brasileiros chegam a viver sete anos a menos que as mulheres, além de apresentarem maior incidência de doenças, sobretudo cardiovasculares.

Entre os principais fatores que colaboram para uma maior morbimortalidade masculina estão a dificuldade em reconhecer as próprias necessidades de cuidado, a existência de políticas públicas voltadas apenas aos grupos mais vulneráveis, como idosos e crianças, além da falsa percepção de infalibilidade vinculada ao adoecimento. Assim, cuidar da saúde desse grupo torna-se um desafio para os profissionais da área e também para a sociedade.

No que diz respeito à alimentação, a literatura tem ressaltado que nutrientes como a vitamina D e o ômega-3 podem auxiliar na prevenção de doenças recorrentes em homens, como obesidade e problemas do coração. Atualmente, sabe-se que o acúmulo de gorduras, sobretudo na região abdominal, está diretamente associado ao risco de infarto. No estudo Health Professionals Follow-up Study (HPFS), os autores avaliaram a relação entre concentrações séricas de calcifediol (25(OH)D) e o risco de doença coronariana em homens entre 40 e 75 anos. De acordo com os resultados, indivíduos que apresentaram deficiência de vitamina D (≤ 15ng/mL ou 37nmol/L) reportaram maior risco de desenvolver doenças cardíacas em comparação àqueles com níveis suficientes (≥ 30ng/mL ou 75nmol/L).

No que diz respeito ao ômega-3, estudos têm demonstrado que esse ácido graxo exerce efeito benéfico na redução da inflamação ocasionada por citocinas pró-inflamatórias, como a interleucina-6 (IL-6) e o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α), que contribuem para a ocorrência de doenças coronárias e o aumento da adiposidade. Levitan et al. (2009) avaliaram os efeitos da suplementação com ômega-3 sob o risco de insuficiência cardíaca, em homens de meia-idade e mais velhos, ainda, observaram que o consumo moderado desse ácido graxo propiciou um benefício cardiovascular a esses indivíduos.

Portanto, a suplementação de vitamina D e ômega-3, quando prescritos por profissional especializado, pode atuar de forma sinergística, prevenindo episódios de doenças crônicas em homens e evitando a mortalidade nesse grupo. CLIQUE AQUI e conheça a Vitamina D em gotas da Naiak, além de todos os benefícios do Naiak Ômega 3 em cápsulas ACESSANDO AQUI!

 

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Blog da Saúde: Homens devem cuidar da saúde para evitar doenças graves. 2015. Disponível em: http://www.blog.saude.gov.br/570-perguntas-e-respostas/34369-homens-devem-cuidar-da-saude-para-evitar-doencas-graves. Acesso em: 13 jun. 2018.

GIOVANNUCCI, E. L. et al. 25-hydroxyvitamin D and risk of myocardial infarction in men: a prospective study. Arch Intern Med., v. 168, n. 11, p. 1174-80, jun. 2008.

KIECOLT-GLASER, J. K. et al. Omega-3 supplementation lowers inflammation in healthy middle-aged and older adults: a randomized controlled trial. Brain, behavior and immunity, v. 26, n. 6, p. 988-995, ago. 2012.

LEVITAN, E. B. et al. Fish consumption, marine omega-3 fatty acids, and incidence of heart failure: a population-based prospective study of middle-aged and elderly men. European Heart Journal, v. 30, n. 12, p. 1495-1500, abr. 2009.

MOURA, E. C. et al. Perfil da situação de saúde do homem no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2012.

SILVA, P. A. S. et al. A saúde do homem na visão dos enfermeiros de uma unidade básica de saúde. Esc Anna Nery Rev Enferm., v. 16, n. 3, p.561-8, jun. 2012.

VIDIGAL, F. C. et al. Índice de massa corporal e circunferência abdominal: associação com fatores de risco cardiovascular. Arq Bras Cardiol., v. 87, n. 6, p. 728-734, jan. 2006.