Ervas e especiarias no combate à COVID-19!

Vivemos a pior pandemia dos últimos 100 anos. Segundo dados atualizados da Organização Mundial da Saúde (OMS), até o dia 3 de maio, foram confirmados 3.349.786 casos de COVID-19 no mundo, com um total de 238.628 mortes, desafiando os sistemas de saúde mundiais.

Pelo fato do novo coronavírus ainda não possuir um tratamento específico e vacina é importante utilizar estratégias que fortaleçam o sistema imunológico. E é por isso que a nutrição se torna uma grande aliada, visto que diversos nutrientes são essenciais para garantir seu funcionamento adequado no combate efetivo a diversas infecções por patógenos.

Além disso, alguns compostos bioativos presentes nos alimentos podem agregar benefícios extras nessa defesa, inclusive, contra o novo coronavírus. Um estudo recente, conduzido por Khaerunnisa et al. (2020), demonstrou como algumas substâncias presentes em ervas e especiarias, algumas já descritas na literatura com poder antiviral, também poderiam ser capazes de inativar a protease principal (Mpro) ou protease do tipo quimotripsina (3CLpro) da COVID-19.

A Mpro da COVID-19 é essencial para a maturação proteolítica do vírus e vem sendo examinada como um possível alvo terapêutico para impedir a disseminação da infecção, inibindo a clivagem da poliproteína do vírus e, assim, sua replicação. Medicamentos como nelfinavir e lopinavir são inibidores de protease com alto poder citotóxico contra células infectadas; ritonavir e também o lopinavir são inibidores de protease recomendados para o tratamento da SARS e MERS.

Os autores utilizaram o nelfinavir e lopinavir como padrões de medicamentos para comparação com os compostos bioativos, através de análise utilizando dados computacionais. Foram investigados o kaempferol, a quercetina, a luteolina-7-glucosídeo, adesmetoxicurcumina, a naringenina, apigenina-7-glucosídeo, oleuropeína, curcumina, catequina, epicatequina-galato, zingerol, gingerol e alicina como potenciais candidatos a inibidores da Mpro da COVID-19.

A alta afinidade dos compostos dos medicamentos depende do tipo e da quantidade de ligações que ocorrem com o sítio ativo da proteína do vírus. E, assim, é o que se espera observar em relação aos compostos. E, como resultado do estudo, algumas das substâncias encontradas em plantas tiveram resultados farmacóforos semelhante ao nelfinavir, que é um medicamento que já vem sendo estudado in vitro contra a COVID-19. Ou seja, alguns compostos se ligam ao sítio ativo da proteína viral.

Os pesquisadores concluíram que kaempferol, quercetina, luteolina-7-glucosídeo, apigenina-7- glucosídeo, naringenina, oleuropeína, desmetoxicurcumina, curcumina, catequina e epigalocatequina foram os compostos encontrados em plantas medicinais com maior potencial de inibição da Mpro da COVID-19, que devem ser mais explorados em pesquisas futuras. Veja na tabela a seguir onde encontrar esses compostos para que sejam inclusos na alimentação e, assim, propiciar muito mais do que sabor e saúde.

Compostos Bioativos
Alimentos nos quais são encontrados
– Kaempferol
Endro, repolho, espinafre
– Quercetina
Cebola, endro, maçã, orégano, pimenta (Capsicum annum)
– Luteolina-7-glucosídeo
Azeitona, azeite, carambola, pimenta, cebolinha
– Apigenina-7- glucosídeo
Carambola, gojiberry, salsão, azeitona, azeite
– Naringenina
Frutas cítricas
– Oleuropeína
Azeitona, azeite
– Desmetoxicurcumina e curcumina
Cúrcuma
– Catequina e epigalocatequina
Chá-verde

 

Referências

OMS, Organização Mundial da Saúde. Folha informativa – COVID-19 (doença causada pelo novo coronavírus). Disponível em: <https://www.paho.org/bra/>. Acesso em: 04 maio 2020.

KHAERUNNISA, S. Potential Inhibitor of COVID-19 Main Protease (Mpro) from Several Medicinal Plant Compounds by Molecular Docking Study. Preprint, 2020.

Cuidado das unhas – Nutrição IN & OUT

Síndrome das Unhas Frágeis – Quais os fatores associados ao seu desenvolvimento?

Além do emagrecimento, a preocupação com a estética, principalmente da pele, das unhas e do cabelo, é um dos principais motivos que levam à busca por acompanhamento nutricional. Unha fraca, também conhecida como síndrome das unhas frágeis, é uma condição comum nos consultórios, já que sua prevalência é alta, atingindo cerca de 20% da população, principalmente, mulheres. Ela se caracteriza por um aumento da fragilidade das unhas, tornando-as mais susceptíveis à quebra, descamação e imperfeições.

Os principais fatores desencadeadores dessas alterações nas unhas são exposição a agentes químicos, como solventes, formaldeído (presente em alguns esmaltes), fungos e traumas repetitivos (como digitação). Além disso, a deficiência de nutrientes, tanto pela falta de ingestão como pela redução da absorção, também acomete a saúde ungueal.

Conceito In&Out 

A nutrição In & Out é fundamental para o tratamento eficaz da síndrome das unhas fracas. Isso porque esse conceito aborda a importância de adequar a alimentação do paciente e incluir suplementos alimentares para que haja uma nutrição efetiva do organismo, assim, permitindo que se reflita não somente no adequado funcionamento fisiológico, mas, também, na melhora da qualidade e aparência de tecidos e estruturas corporais, como as unhas. O “out” se dá pela associação de cosméticos naturais, o que permite um tratamento em conjunto e completo.

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Nutrição integrada no tratamento das unhas frágeis

Quando pensamos nos nutrientes importantes para a saúde das unhas, é fundamental atentar-se àqueles que são importantes para a formação de queratina e colágeno, alguns dos principais constituintes da unha. A biotina atua como cofator na síntese de queratina e um estudo conduzido por Costa, Nogueira e Garcia (2007) avaliou que 2,5mg de biotina por dia, durante 12 semanas, auxiliaram na melhora do quadro de síndrome de unhas frágeis, sendo observado por microscopia eletrônica.

Alimentos ricos em enxofre, como brócolis, couve-flor, repolho e outros, são importantes para a resistência da unha, uma vez que esse elemento químico contribui para as pontes de dissulfeto de cisteína, que estabilizam as proteínas da unha. Vitaminas do complexo B, C e E, selênio e proteínas de alto valor biológico são essenciais para a síntese de queratina e colágeno.

Inclusive a suplementação com peptídeos de colágeno também beneficia o crescimento da unha, propiciando o seu fortalecimento. Hexsel et al. (2017) conduziram um estudo com participação de 25 pessoas, que receberam 2,5g de peptídeos de colágeno (Verisol®) por dia, durante 24 semanas, com pausa de 4 semanas. Houve aumento da taxa de crescimento das unhas e diminuição na frequência das unhas quebradas, após a suplementação.

Cosméticos naturais no tratamento das unhas frágeis

Para complementar a adequação da alimentação e suplementação é necessário o uso de cosméticos que vão atuar diretamente na desordem estética, além de reduzir a exposição a agentes que desencadeiam a síndrome, como formaldeído, tolueno e outros que são encontrados em diversos cosméticos voltados para as unhas.

A aplicação de base fortalecedora, com associação de ativos que propiciam hidratação, firmeza, nutrição, proteção e fortalecimento das unhas, complementa o tratamento e acelera a melhora do quadro. Um estudo avaliou a aplicação de esmalte fortalecedor resultou em melhora no aspecto da lâmina ungueal de grande parte das pessoas avaliadas, provavelmente, decorrente a presença de ativos que conferem propriedade hidratante (PINHEIRO et al., 2009).

Naiak – Produtos naturais para o cuidado In & Out

A Naiak se preocupa com o cuidado e nutrição In & Out e, por isso, tem uma dupla de produtos imbatíveis: VMC Nails, base fortalecedora hipoalergênica, 5 free, vegana e formulada com ativos que promovem nutrição, hidratação e entre outros benefícios às unhas e VMC, um suplemento alimentar completo em cápsulas, composto por oito vitaminas, dois minerais quelados e colágeno Verisol®, promovendo o cuidado integrado e efetivo da saúde das unhas!

Referências 

SIMAS, L.A.W.; WOLPE, R.E. Manual de Atendimento em Nutrição Estética. Curitiba, 2016.

COSTA, I. M. C.; NOGUEIRA. L, S, C.; GARCIA. P, S. Síndrome das unhas frágeis. Anais Brasileiros de Dermatologia, v. 82, n. 3, p.263-267, 2007.

ANUNCIATO, T.P. Nutricosméticos. 2011. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas) Ribeirão Preto/USP, 2011.

CASHMAN, M. W.; SLOAN, S. B. Nutrition and nail disease. Clinics in Dermatology, v. 28, n. 4, p. 420-425, 2010.

HEXSEL, D. et al. Oral Supplementation With Specific Bioactive Collagen Peptides Improves Nail Growth and Reduces Symptoms of Brittle Nails. Journal of Cosmetic Dermatology, v. 16, n. 4, p. 520-526, 2017.

PINHEIRO, C. et al. Avaliação do esmalte fortalecedor de unha. 2009. (Trabalho de Conclusão de Curso de Cosmetologia e Estética) Universidade do Vale do Itajaí, Balneário Camboriú, 2009.

Vitamina D

A vitamina D é uma vitamina lipossolúvel responsável por diversas funções no organismo como a manutenção da homeostase do sistema imune, regulação do metabolismo da glicose, aumento da absorção do cálcio e do fósforo no intestino, fortalecimento de ossos e dentes, melhora da atividade muscular como um todo, melhora da saúde cardiovascular e prevenção do envelhecimento precoce.
Existem 3 fontes de vitamina D, a síntese por exposição ao sol, a alimentação e a suplementação alimentar. Com a urbanização e a diminuição da exposição solar, além dos maus hábitos e origens alimentares, a suplementação tem se mostrado uma forma segura de manutenção dos níveis ideais de vitamina D no sangue.

Pensando nisso a Naiak traz em sua linha duas versões de Vitamina D3 que são a Vitamina D3 2000 UI convencional e a Vitamina D3 2000 UI Vegana, ambas apresentam as mesmas propriedades, benefícios e concentrações.

Própolis Verde

Esta época do ano é marcada pelo aumento da prevalência de infecções respiratórias, principalmente devido às alterações de temperatura, à baixa umidade do ar e também aos ambientes menos ventilados, propiciando a proliferação de vírus e bactérias. Assim, usar suplementos para turbinar a imunidade, como a própolis verde, além de uma alimentação equilibrada, propicia melhor saúde e qualidade de vida!

A palavra própolis é derivada do grego pro-, em defesa, e polis-, cidade ou comunidade, isto é, em defesa da comunidade. Ela é uma substância resinosa coletada pelas abelhas nas plantas, sendo utilizada na colmeia para autoproteção contra agressores externos que possam causar algum dano. Existem vários tipos de própolis, variando de acordo com as espécies de vegetação das quais são coletadas.

A própolis verde é coletada do alecrim-do-campo, uma espécie vegetal típica de Minas Gerais, sendo atribuída a diversos benefícios à saúde, principalmente para o sistema imunológico devido à presença exclusiva de dois principais compostos fenólicos: bacarina e artepelina C. Em 2000, Sforcin et al. conduziram uma extensa revisão bibliográfica em que diversos estudos demonstraram a atividade da própolis no sistema imunológico, com ativação de macrófagos, aumento da atividade lítica contra células tumorais e estímulo de anticorpos.

Al-Hariri (2019) também conduziu uma revisão sistemática em que reúne diversos estudos que demonstram a ação imunomoduladora do extrato de própolis verde, podendo ser um potencial tratamento complementar e alternativo no controle de infecções ou outras patologias, promovendo maior eficácia do sistema imunológico.

Por sua vez, Mariano e Hori (2019) demonstram em sua revisão que a própolis ainda desempenha atividade bactericida, principalmente em relação a bactérias Gram-positivas, sendo que alguns estudos apontados pelos autores elegem esse composto das abelhas como alternativa viável para ser utilizada em casos de resistência bacteriana a alguns antibióticos. Outros estudos relatam que ela também pode ter efeito antiviral, sobretudo, em relação ao vírus da herpes simples.

Diante desses estudos a respeito desta substância, seu consumo regular pode promover benefícios integrados para a saúde, portanto, é altamente indicada como aliada no fortalecimento fisiológico.

Referências

ENDO, S. et al. Autophagy inhibition enhances anticancer efficacy of artepillin C, a cinnamic acid derivative in Brazilian green propolis. Biochemical and Biophysical Research Communication, v.497, n. 1, p. 437-443, 2018.

SFORCIN, J.M. et al. Seasonal effect on Brazilian propolis antibacterial activity. Journal of Ethnopharmacology, v. 73, p. 243-249, 2000.

AL-HARIRI, M. Immune’s-boosting agent: Immunomodulation potentials of propolis. Journal of Family and Community Medicine, v. 26, n. 1, p. 57-60, 2019.

MARIANO, M.M.; HORI, J.I. O potencial terapêutico da própolis verde brasileira. e-Revista Facitec, v. 10, n. 1, 2019.

PASUPULETI, V.R. et al. Honey, Propolis, and Royal Jelly: A Comprehensive Review of Their Biological Actions and Health Benefits. Oxidative Medicine and Cellular Longevity, 2017.

Suplementação de ômega-3 na gestação e lactação

A gestação e, posteriormente, a lactação são momentos extremamente especiais na vida de uma mulher, principalmente, pela grande carga de mudanças fisiológicas no corpo. Em relação aos nutrientes, a demanda destes aumenta e, por isso, a adequação da alimentação associada à suplementação se faz necessária. Um dos nutrientes mais estudados e orientados para as gestantes e lactantes é o ômega-3, principalmente, na forma de DHA.

O DHA é fundamental para o desenvolvimento cerebral e visual do recém-nascido, uma vez que essa gordura é componente estrutural dos fosfolipídios das membranas celulares. Principalmente no último trimestre da gestação e após os 18 meses do nascimento, o DHA será depositado no córtex cerebral e na retina. Nessa fase, o desenvolvimento neuronal é vulnerável às deficiências nutricionais da mãe. Além disso, diversos outros benefícios estão associados com a suplementação com ômega-3 nesse período, como se pode verificar nos estudos a seguir.

Um estudo conduzido por Vinding et al. (2018) avaliou a suplementação com óleo de peixe em mulheres grávidas e os efeitos até o 6° ano de vida das crianças. Nos resultados desse ensaio duplo-cego, randomizado e controlado, as crianças das mães suplementadas com ômega-3 tinham maior Índice de Massa Corporal (IMC), uma maior razão peso/comprimento, porém com maior proporção de massa magra e menores níveis de crianças obesas, assim, mostrando benefícios do ômega-3 em estimular o crescimento como um todo.

Bisgaard et al. (2016) realizaram uma intervenção com óleo de peixe no terceiro trimestre de gestantes que poderiam perpetuar sibilância recorrente e asma para seus filhos. Nesse estudo duplo-cego e randomizado, as crianças foram acompanhadas até os três anos, sendo que aquelas que eram filhas de mães suplementadas com ômega-3 tiveram redução do risco de sibilância, asmas e até de desenvolver infecções do trato respiratório.

Por sua vez, Middleton et al. (2018) conduziram uma extensa revisão em que avaliaram os possíveis benefícios que a suplementação com ômega-3 na gestação poderia implicar. Como conclusão, as gestantes que recebiam a intervenção, principalmente com DHA, tinham menores prevalências de partos pré-termos e bebês com baixo peso ao nascer.

A Naiak traz em sua linha de ômegas o mais recente lançamento: o Ômega-3 Super DHA, com maior concentração de ômega-3 por cápsula: 500mg de DHA e 200mg de EPA! Contém o selo IFOS, que atesta pureza e qualidade do óleo de peixe!

 

REFERÊNCIAS

 

MARQUES, N. et al. Nutrição Funcional da Fertilidade à Gestação. São Paulo: Valéria Pascoal, 2018.

LAURITZEN, L. et al. DHA Effects in Brain Development and Function. Nutrients, v.8, n.1, p.6, 2016.

VINDING, R.K. et al. Effect of fish oil supplementation in pregnancy on bone, lean, and fat mass at six years: randomised clinical trial. BMJ, v. 362, p.k3312, 2018.

BISGAARD, H. et al. Fish Oil–Derived Fatty Acids in Pregnancy and Wheeze and Asthma in Offspring. The New England Journal of Medicine, v.375, p.2530-2539, 2016.

MIDDLETON, P. et al. Omega-3 fatty acid addition during pregnancy (Review). The Cochrane Database of Systematic Reviews, v.11, n.11, 2018.

Ômega 3

Benefícios do ômega-3 na Síndrome de Ovários Policísticos (SOP)

SOP é a sigla para a Síndrome dos Ovários Policísticos, uma condição que atinge cerca de 4 a 8% das mulheres em idade reprodutiva. Alguns autores acreditam que existam determinados fatores de risco para o desenvolvimento da SOP, como a genética, a presença de obesidade, a epilepsia, a diabetes, o elevado peso ao nascer, a puberdade precoce, entre outros.

As principais características da SOP são hiperandrogenismo (excesso de testosterona circulante), anovulação, ciclo menstrual ausente ou irregular, hirsutismo, acne, alopecia, seborreia, infertilidade e, na maioria dos casos, resistência à insulina e sobrepeso/obesidade. Além disso, algumas mulheres apresentam dislipidemia, com aumento de triglicerídeos e redução de HDL-c.

Devido à sua prevalência cada vez maior e aos riscos que pode ocasionar a médio e longo prazo, diversos pesquisadores estudam estratégias para reduzir os sintomas e melhorar os parâmetros da SOP. Uma das mais estudadas é a suplementação com o ômega-3, uma gordura poli-insaturada com ação anti-inflamatória.

Silva et al. (2019) realizaram uma revisão sistemática em que avaliavam o efeito da suplementação de ômega-3 na resistência à insulina em mulheres com SOP, com idade entre 18 a 45 anos, com Índice de Massa Corporal (IMC) classificado entre sobrepeso e obesidade. A conclusão do trabalho revelou que o grupo de mulheres suplementando com o ômega-3 teve melhora do índice HOMA-IR.

Já Forouhi et al. (2015) conduziram uma meta-análise em que avaliaram os benefícios do ômega-3 em mulheres com SOP. No grupo suplementado, houve redução das concentrações de testosterona. Outro estudo, por sua vez, realizado por Khani et al. (2017), demonstrou que mulheres que receberam a suplementação de 2g de óleo de peixe (180mg de EPA e 120mg de DHA) tiveram a redução da circunferência de cintura, o aumento do HDL-c e a redução do colesterol total, do LDL-c e dos triglicerídeos.

Por fim, destaca-se uma meta-análise e revisão sistemática elaborada por Yang et al. (2018) avaliando a eficácia da suplementação de ômega-3 na SOP. O grupo de mulheres que recebeu a intervenção teve melhora dos níveis de insulina, colesterol total, LDL-c e triglicerídeos, além de aumento dos níveis de adiponectina.

A Naiak traz em sua linha de produtos o Ômega-3 Supra, com maior concentração de ômega-3 por cápsula: 330mg de EPA e 220mg de DHA, além de conter selo IFOS, assim, garantindo pureza e qualidade do óleo de peixe! 

 

REFERÊNCIAS

SIRMANS, S.M. et al. Epidemiology, diagnosis, and management of polycystic ovary syndrome. Clinical Epidemiology, v.6, n.1, 2014.
SILVA, A. R de A. et al. Efeitos da suplementação de ômega 3 na resistência à insulina em mulheres com síndrome do ovário policístico: revisão sistemática. HU Revista, v. 45, n. 2, p. 195-202, 2019.
FOROUHI, N.; SHAB-BIDAR, S.; DJAFARIAN, K. Effect of omega-3 fatty acids supplementation on testosterone levels in women with polycystic ovary syndrome: Meta-analysis of randomized controlled trials. Journal of Nutritional Science and Dietetics, v. 1, n.3, 2015.
KHANI, B.; MARDANIAN, FFESHARAKI, S.J. Omega-3 supplementation effects on polycystic ovary syndrome symptoms and metabolic syndrome. Journal of Research in Medical Sciences, v. 22, n.64, 2017.
YANG, K. et al. Effectiveness of Omega-3 fatty acid for polycystic ovary syndrome: a systematic review and meta-analysis. Reproductive Biology and Endocrinology, v. 16, n. 1, p. 17, 20

Benefícios do ômega-3 na Síndrome de Ovários Policísticos (SOP)

SOP é a sigla para a Síndrome dos Ovários Policísticos, uma condição que atinge cerca de 4 a 8% das mulheres em idade reprodutiva. Alguns autores acreditam que existam determinados fatores de risco para o desenvolvimento da SOP, como a genética, a presença de obesidade, a epilepsia, a diabetes, o elevado peso ao nascer, a puberdade precoce, entre outros.

As principais características da SOP são hiperandrogenismo (excesso de testosterona circulante), anovulação, ciclo menstrual ausente ou irregular, hirsutismo, acne, alopecia, seborreia, infertilidade e, na maioria dos casos, resistência à insulina e sobrepeso/obesidade. Além disso, algumas mulheres apresentam dislipidemia, com aumento de triglicerídeos e redução de HDL-c.

Devido à sua prevalência cada vez maior e aos riscos que pode ocasionar a médio e longo prazo, diversos pesquisadores estudam estratégias para reduzir os sintomas e melhorar os parâmetros da SOP. Uma das mais estudadas é a suplementação com o ômega-3, uma gordura poli-insaturada com ação anti-inflamatória.

Silva et al. (2019) realizaram uma revisão sistemática em que avaliavam o efeito da suplementação de ômega-3 na resistência à insulina em mulheres com SOP, com idade entre 18 a 45 anos, com Índice de Massa Corporal (IMC) classificado entre sobrepeso e obesidade. A conclusão do trabalho revelou que o grupo de mulheres suplementando com o ômega-3 teve melhora do índice HOMA-IR.

Já Forouhi et al. (2015) conduziram uma meta-análise em que avaliaram os benefícios do ômega-3 em mulheres com SOP. No grupo suplementado, houve redução das concentrações de testosterona. Outro estudo, por sua vez, realizado por Khani et al. (2017), demonstrou que mulheres que receberam a suplementação de 2g de óleo de peixe (180mg de EPA e 120mg de DHA) tiveram a redução da circunferência de cintura, o aumento do HDL-c e a redução do colesterol total, do LDL-c e dos triglicerídeos.

Por fim, destaca-se uma meta-análise e revisão sistemática elaborada por Yang et al. (2018) avaliando a eficácia da suplementação de ômega-3 na SOP. O grupo de mulheres que recebeu a intervenção teve melhora dos níveis de insulina, colesterol total, LDL-c e triglicerídeos, além de aumento dos níveis de adiponectina.

A Naiak traz em sua linha de produtos o Ômega-3 Supra, com maior concentração de ômega-3 por cápsula: 330mg de EPA e 220mg de DHA, além de conter selo IFOS, assim, garantindo pureza e qualidade do óleo de peixe! 

 

REFERÊNCIAS

SIRMANS, S.M. et al. Epidemiology, diagnosis, and management of polycystic ovary syndrome. Clinical Epidemiology, v.6, n.1, 2014.
SILVA, A. R de A. et al. Efeitos da suplementação de ômega 3 na resistência à insulina em mulheres com síndrome do ovário policístico: revisão sistemática. HU Revista, v. 45, n. 2, p. 195-202, 2019.
FOROUHI, N.; SHAB-BIDAR, S.; DJAFARIAN, K. Effect of omega-3 fatty acids supplementation on testosterone levels in women with polycystic ovary syndrome: Meta-analysis of randomized controlled trials. Journal of Nutritional Science and Dietetics, v. 1, n.3, 2015.
KHANI, B.; MARDANIAN, FFESHARAKI, S.J. Omega-3 supplementation effects on polycystic ovary syndrome symptoms and metabolic syndrome. Journal of Research in Medical Sciences, v. 22, n.64, 2017.
YANG, K. et al. Effectiveness of Omega-3 fatty acid for polycystic ovary syndrome: a systematic review and meta-analysis. Reproductive Biology and Endocrinology, v. 16, n. 1, p. 17, 20

Camomila e seus benefícios!

Os cosméticos naturais, que utilizam ingredientes provenientes da natureza, estão tendo uma procura cada vez maior. As plantas são largamente utilizadas nas formulações de cosméticos, principalmente, devido aos seus benefícios para a saúde, textura e integridade da pele, dos cabelos e das unhas. Uma das ervas utilizadas em grande quantidade e há muito tempo (desde a Idade Antiga) é a Chamomilla recutita (Matricaria chamomilla), o nome científico dado à camomila, da qual são usadas suas flores secas em chás, óleos e extratos.

Ela contém uma larga quantidade de compostos bioativos, como sesquiterpenos, flavonoides, cumarinas e poliacetilenos, que são associados a diversas ações. Segundo uma revisão sistemática conduzida por Miraj e Alesaieidi (2016), a camomila tem efeito anti-inflamatório, carminativo, bactericida e propriedades calmantes e ansiolíticas, sendo principalmente utilizada no tratamento da síndrome do intestino irritável, da insônia e das dores gástricas e intestinais.

Outra ação atribuída à camomila, extremamente útil para marcas de cosméticos naturais, é o clareamento de fios capilares. Isso acontece em razão da presença de um princípio ativo chamado apigenina, presente nessa erva. Esse composto flavonoide, de cor amarela, tem capacidade de se complexar com minerais, como cálcio e alumínio. Quando esses complexos são formados, eles têm capacidade de se ligar à queratina, uma proteína que dá estrutura ao fio capilar, não penetrando no núcleo, apenas, revestindo a sua estrutura. Assim, ao incidir a luz solar sobre os fios de cabelo, há um aumento dos reflexos luminosos, pela presença desses complexos, que irão dar a cor amarelada aos fios.

Chamomile Blonde é um spray iluminador da Naiak que é a cara do verão! Foi elaborado a partir do extrato de camomila, propiciando efeito clareador gradual dos fios capilares, ideal para ser usado nos dias ensolarados da estação. Além disso, contém pantenol, um composto com ação hidratante para deixar o cabelo mais macio e sedoso. Um produto 100% natural, livre de parabenos, sulfatos, silicone e amônia, além de ser cruelty free.

 

REFERÊNCIAS

STALLINGS, A.F., LUPO, M.P. Practical Uses of Botanicals in Skin Care. The Journal of Clinical and Aesthetic Dermatology, v.2, n. 1, p. 36-40, 2009.

SINGH, O. et al. Chamomile (Matricaria chamomilla L.): An overview. Pharmacognosy Reviews, v. 5, v. 9, p. 82, 2001. doi:10.4103/0973-7847.79103.

MIRAJ, S.; ALESAEIDI, S. A Systematic Review Study of Therapeutic Effects of Matricaria Recuitta Chamomile (Chamomile). Electronic Physician, v.8, n.9, p. 3024-3031, 2016.

HERBARIUM. Introdução à Fitoterapia: Utilizando Adequadamente as Plantas Medicinais. 2.ed. Colombo: Herbarium. 2011.

Gengibre: a especiaria com múltiplos benefícios!

Zingiber officinale Roscoe é o nome científico do rizoma gengibre, originário da Ásia, sendo uma especiaria muito utilizada na culinária e também na fitoterapia graças aos seus diversos benefícios para a saúde. É encontrado na forma fresca ou em pó, fornecendo os ativos responsáveis pelos seus múltiplos efeitos no corpo. Muito versátil, pode ser usado em preparações como chá, temperos, sucos ou ser manipulado como cápsulas.

Dentre seus compostos, encontramos óleos voláteis, gingerol, shogaol e zingerone. O gingerol é o que mais se destaca e sobre o qual encontramos a maior quantidade de artigos científicos. Essas biomoléculas são estudadas como fatores que podem ter efeitos em mecanismos moleculares específicos, associados com a fisiopatologia de diversas doenças: cardiovasculares, diabetes, obesidade, síndrome metabólica e câncer. Isso porque uma de suas principais características é agir na redução da inflamação e da formação de radicais livres.

Quando chega o verão, a preocupação das pessoas com o gerenciamento de peso e a redução do aspecto indesejado da celulite aumenta. Assim, estratégias, na prática clínica, para ajudar os pacientes a atingirem esses objetivos são necessárias. E incluir o gengibre é uma excelente estratégia! Segundo Mao  et al. (2019), o gengibre desidratado possui o maior poder antioxidante devido à maior concentração dos compostos fenólicos. Além de essas próprias biomoléculas agirem diretamente inibindo radicais livres, elas também atuam ativando a via do Nrf2, que é um fator de transcrição que induz a síntese de enzimas antioxidantes. Já em relação à sua atividade anti-inflamatória, é possível observar uma inibição do fator de transcrição NFkB, da Akt e da PI3K, assim, reduzindo a síntese de citocinas pró-inflamatórias.

Um estudo duplo-cego, randomizado (2016) e realizado com mulheres obesas mostrou que aquelas suplementadas com gengibre tiveram redução do Índice de Massa Corporal (IMC), insulina sérica e HOMA-IR. Em outro estudo (2017), conduzido com indivíduos que apresentavam esteatose hepática e foram suplementados com essa especiaria, os autores observaram também redução do IMC. Os efeitos na obesidade, além de atuar na inflamação, estão relacionados com o aumento da termogênese e da lipólise, assim, reduzindo a lipogênese.

O gengibre, ainda, pode ser um coadjuvante do tratamento da celulite por contribuir com a melhora do quadro inflamatório, inserido na forma de chás ou nas preparações.

A Naiak inova mais uma vez com um produto para agregar saúde: Gengibre em pó orgânico, 100% livre de corantes e conservantes. Excelente para usar em receitas doces e salgadas, bebidas e chás.

 

REFERÊNCIAS 

Ebrahimzadeh, A.V., A. Ostadrahimi, J.M. Asghari, et al. Changes of serum adipocytokines and body weight following Zingiber officinale supplementation in obese women: a RCT. Eur. J. Nutr. 2016;55:2129–2136.

Wang J., Ke W., Bao R., Hu X., Chen F. Beneficial effects of ginger Zingiber officinale Roscoe on obesity and metabolic syndrome: a review. Ann N Y Acad Sci. 2017;1398(1):83-98.

Li H, Liu Y, Luo D, Ma Y, Zhang J, Li M, et al. Ginger for health care: an overview of systematic reviews. 2019; 45:114-123.

Mao, Q.Q.; Xu, X.Y.; Cao, S.Y.; Gan, R.Y.; Corke, H.; Beta, T.; Li, H.B. Bioactive compounds and bioactivities of ginger (zingiber officinale roscoe). Foods 2019;8:185.

Attari, V.E.; Mahdavi, A.M.; Javadivala, Z.; Mahluji, S.; Vahed, S.Z.; Ostadrahimi, A. A systematic review of the anti-obesity and weight lowering effect of ginger (Zingiber officinale Roscoe) and its mechanisms of action.

Phytother. Res. 2017.

Konstantinidi, M.; Koutelidakis, A.E. Functional foods and bioactive compounds: A review of its possible role on weight management and obesity’s metabolic consequences. Medicines 2019;6:94.

Atamoros, F.M.P . et al. Evidence-based treatment for gynoid lipodystrophy: A review of the recent literature. J Cosmet Dermatol. 2018 Dec;17(6):977-983.

Café: uma paixão nacional

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil conta com o maior número de pessoas com ansiedade no mundo: cerca de 18,6 milhões de habitantes. Somado a isso, nosso país ocupa a segunda posição mundial de países com maior nível de estresse, conforme aponta a pesquisa do International Stress Management Association. E uma das consequências desse quadro é o declínio da concentração e excesso de fadiga mental e física, prejudicando as atividades do dia a dia e o trabalho.

Dessa forma, as estratégias para auxiliar as pessoas a obterem mais energia são fundamentais, principalmente para quem está em período de pré-vestibular, fechamento de final de ano ou que simplesmente precisa de um estímulo para a realizar as tarefas do cotidiano. E é nesse momento que as pessoas acabam recorrendo ao cafezinho!

O café é uma das bebidas mais consumidas no mundo, sendo que o Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de consumo. Ele é originário da Etiópia e foi introduzido em nosso país em 1727, tendo papel fundamental no desenvolvimento econômico brasileiro. Os principais tipos plantados no Brasil são o Arábica e o Robusta, sendo o primeiro de sabor mais agradável. O grão torrado possui mais de mil compostos bioativos, entre eles, cafeína, ácido clorogênico, diterpenos, cafestol e kahweol.

A cafeína é a substância responsável pelos efeitos estimulantes do café. Isso porque ela irá atuar nos receptores de adenosina, um neurotransmissor responsável pela sensação de sono e cansaço: a cafeína se liga aos receptores dessa substância e impede sua ação. Dessa forma, reduz a fadiga, melhorando também o foco e a concentração. E, realmente, não há nada melhor do que uma xícara de café no meio da tarde para dar um estímulo nas atividades.

Mas o que os estudos científicos nos indicam é que os efeitos benéficos do café vão além da melhora da energia: também lhe são atribuídas ações antioxidante e anti-inflamatória pela presença de diversas substâncias que compõem o grão. O consumo de 2 a 4 xícaras de 50 ml por dia parecem ter correlação com a proteção contra o desenvolvimento do Diabetes mellitus tipo 2, Doença de Alzheimer, Mal de Parkinson, Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica e o aparecimento de alguns tipos de câncer, como o hepático.

A Naiak apresenta em sua linha de produtos o Boost Up Coffee, uma bebida à base de café, leite de coco, cacau e especiarias como canela e noz-moscada e que é perfeita para quem deseja obter todos os benefícios encontrados nesse grão tão rico, de forma prática no seu dia a dia, além de consumir o café de uma forma diferente e saborosa!

 

REFERÊNCIAS

 

POOLE, R. et al. Coffee consumption and health: umbrella review of meta-analyses of multiple health outcomes. BMJ (Clinical research ed.), v. 359, p. j5024, 2017.

CORNELIS, M.C. The Impact of Caffeine and Coffee on Human Health. Nutrients, v. 11, n. 2, p.416, 2019.

BUTT, M.S.; SULTAN, M.T. Coffee and its consumption: benefits and risks. Crit Rev Food Sci Nutr., v. 51, n. 4, p. 363-73, 2011.

MEJIA, E.G.; RAMIREZ-MARES, M.V. Impact of caffeine and coffee on our health. Trends Endocrinol Metab., v. 25, n. 10, p. 489-92, 2014.